Atacante do cruzeiro e pode pegar até seis partidas de suspensão, enquanto os clubes correm riscos por atrasos e uso de sinalizadores no Mineirão.
O clássico mineiro disputado na última terça-feira (25/8), pelas quartas de final da Copa do Brasil no Mineirão, segue gerando desdobramentos intensos fora dos gramados. A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apresentou denúncia oficial contra o atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, por conta da forte entrada em cima do defensor Ruan Tressoldi, do Atlético-MG, logo no início da partida.
Além do centroavante celeste, que pode desfalcar a equipe nos gramados nacionais, tanto o Cruzeiro quanto o Atlético-MG foram incluídos na denúncia devido a ocorrências registradas na súmula do confronto.
A Denúncia contra Kaio Jorge e a Pena Prevista
De acordo com o procurador Marcos Souto Maior Filho, a jogada — que resultou na substituição precoce de Ruan aos 18 minutos do primeiro tempo sob o protocolo de concussão da CBF — configura infração disciplinar com base no artigo 254, parágrafo 1º, inciso II, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de atuação temerária ou imprudente em “ação fora da disputa da bola”.
Caso seja condenado pelo tribunal, Kaio Jorge pode enfrentar uma suspensão de um a seis jogos. O julgamento ainda não teve data definida pela entidade. Vale lembrar que, após o lance, o atacante cruzeirense enviou uma mensagem pública para se desculpar com o jogador atleticano, que passou por exames médicos em um hospital de Belo Horizonte e, felizmente, não teve lesões graves diagnosticadas.
Clubes Punidos por Atraso e Sinalizadores
Além da situação individual de Kaio Jorge, o relatório da Procuradoria do STJD mirou a organização da partida e a conduta das torcidas:
- Atraso na entrada em campo: tanto Cruzeiro quanto Atlético-MG denunciados com base no artigo 206 do CBJD.
- Uso de sinalizadores: ambos os clubes enquadrados no artigo 213. O Cruzeiro, na qualidade de mandante, denunciado por “não tomar medidas suficientes” para coibir a entrada dos artefatos.
- Enquanto o Atlético-MG responde pelo uso por parte da sua torcida visitante.
No caso dos sinalizadores, a Procuradoria adotou uma postura rigorosa, defendendo inclusive a perda de mando de campo.
Para o Cruzeiro, sob o argumento do “notório potencial lesivo” e dos riscos inerentes à segurança dos torcedores presentes no Gigante da Pampulha.










