Parlamentar rebate “fake news” que circulavam em grupos de mensagens e protocola ofício cobrando intervenção imediata para evitar paralisação do transporte coletivo em Divinópolis.
Em um novo capítulo da crise que envolve o transporte coletivo em Divinópolis, o vereador Flávio Marra esteve na sede do Ministério Público Municipal nesta sexta-feira (10) para formalizar uma cobrança direta ao Consórcio TransOeste.
O opbjetivo do parlamentar é forçar a Trancid a conceder a recomposição salarial aos colaboradores e, consequentemente, evitar que a greve dos motoristas, prevista para a próxima semana, se concretize.
Intervenção e Multa Pesada
No ofício protocolado, Marra solicita uma intervenção do órgão ministerial para garantir que o reajuste salarial — classificado por ele como “devido e justo” — seja aplicado imediatamente. O vereador foi além e sugeriu que, caso a empresa se recuse a negociar e a paralisação ocorra por falta de acordo, seja aplicada uma multa diária no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) contra o Consórcio TransOeste.
A medida visa pressionar a empresa, que tem alegado inviabilidade financeira, a priorizar a valorização de seus quadros técnicos para não prejudicar a população que depende do serviço essencial.
Combate à Desinformação
O parlamentar também aproveitou a oportunidade para emitir uma nota de esclarecimento desmentindo rumores que circulavam em redes sociais. Segundo Marra, pessoas “maliciosas e com interesses obscuros” espalharam informações falsas de que ele estaria agindo contra os interesses dos motoristas e cobradores.
O vereador classificou as mensagens como fake news e reafirmou sua trajetória de defesa da categoria. “Reiteramos o nosso compromisso com a verdade e não com a promoção de notícias distorcidas da realidade proposta”, destacou a assessoria do parlamentar, pontuando que a ação no Ministério Público é a prova prática de que o mandato está alinhado à pauta dos trabalhadores.
Contexto de Tensão
A movimentação de Flávio Marra ocorre no mesmo dia em que os trabalhadores decidiram, em primeira assembleia, pela deflagração da greve a partir de quinta-feira (16). Enquanto o consórcio alega operar no vermelho após anos de tarifa congelada, a pressão política aumenta para que a “caixa-preta” da empresa seja aberta e o subsídio público repassado pela prefeitura — que já soma milhões de reais — seja revertido em melhorias salariais e na frota.
O Ministério Público deve analisar o pedido do vereador nos próximos dias, podendo convocar as partes para uma audiência de conciliação urgente antes do prazo final dado pelo sindicato para o início da paralisação.










