Por 12 votos a favor do arquivamento, o Legislativo encerra o processo contra o parlamentar; em desabafo, Marra classifica denúncia como perseguição política eleitoreira e relata abalo familiar após ter nome associado a acidente fatal.
A Câmara Municipal de Divinópolis decidiu, nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, pelo arquivamento definitivo da denúncia que pedia a cassação do mandato do vereador Flávio Marra.
O requerimento acabou sumariamente rejeitado após contabilizar 12 votos favoráveis ao arquivamento, encerrando de forma oficial a tramitação da matéria dentro da Casa Legislativa.
Logo após o resultado, o parlamentar classificou toda a movimentação como uma manobra puramente política e sem qualquer fundamentação jurídica.
Visivelmente abalado, Marra abriu o coração e relatou os profundos impactos psicológicos e pessoais que ele e seus familiares mais próximos precisaram enfrentar.
Acusações sem provas e aparato na porta de casa
O estopim para o pedido de cassação e para o massacre midiático começou no último domingo, quando o nome do vereador passou a ser maliciosamente associado, sem qualquer tipo de comprovação técnica, a um trágico acidente.
Flávio Marra relembrou os momentos de pânico e constrangimento vividos no recesso de seu lar. Viaturas das Polícias Militar e Civil, equipes de imprensa e até mesmo outro parlamentar da cidade montaram um cerco em frente à sua residência.
“Confesso para vocês que de domingo para cá não tem sido fácil. Todo mundo viu: vereador na porta da minha casa, imprensa na porta da minha casa, Polícia Militar, Polícia Civil. Todo mundo tem a sua privacidade e diferencia o profissional do pessoal. Mesmo eu ocupando um cargo público, o que aconteceu lá foi um momento de lazer, onde eu estava apenas assistindo ao jogo do Brasil”, desabafou o vereador.
Além disso, o parlamentar insistiu que a população de Divinópolis e do Brasil está cada vez mais politizada e possui plena capacidade de separar o joio do trigo.
Portanto, identificando quem realmente estava por trás da orquestração desse desgaste institucional.
O Impacto na Infância: “Meu filho perguntou se eu matei uma pessoa”
O momento de maior emoção e indignação ocorreu quando ele detalhou a dor de ver a inocência de sua família violada pelas falsas acusações.
Marra relatou, com a voz embargada, que o seu filho, um menino de apenas 6 anos de idade, teve acesso às informações distorcidas.
Portanto, chegou a confrontá-lo com perguntas dolorosas, demonstrando o tamanho do sofrimento gerado pela exposição e pelo linchamento virtual.
“É o meu filho, um menino de 6 anos, me questionando se eu realmente matei o ciclista, se fui eu e por que eu tinha fugido”, revelou, expondo a crueldade dos ataques.
Perseguição de olho nas eleições para Deputado
Para o vereador, o ataque à sua honra possui um objetivo muito claro: tentar desidratar a sua imagem pública visando o pleito que se aproxima. Flávio Marra pontuou que a sua movimentação como pré-candidato a deputado estadual incomoda adversários que preferem o jogo sujo à disputa de propostas.
“Tudo passou por uma questão política. A gente sabe quem estava por trás disso. Nada do que colocado tem fundamentação, é puramente perseguição política, tendo em vista aí que a gente vem para uma campanha de pré-candidato a deputado estadual. Eu entendo que não é desconstruindo os outros que a gente vai se construir”, disparou.
As investigações oficiais não encontraram absolutamente nenhum elemento ou indício que ligasse o vereador Flávio Marra ao acidente automobilístico.
Portanto, Marra segue exercendo normalmente o mandato para o qual eleito de forma soberana.










