Investigação aponta uso indevido de nome médico e venda irregular de remédios como tirzepatida e anabolizantes; suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desferiu um golpe contra o comércio irregular de substâncias terapêuticas na região Centro-Oeste. Em uma operação realizada nesta quarta-feira (6), em Arcos, três pessoas — duas mulheres, de 18 e 44 anos, e um homem, de 49 — presas em flagrante durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão.
O foco da investigação são medicamentos destinados ao emagrecimento e substâncias voltadas à performance física, que eram comercializados sem o devido registro ou controle sanitário.
Apreensão de Substâncias de “Nova Geração”
Durante as buscas, os policiais localizaram um vasto material que revela a sofisticação do comércio ilegal. Apreendidos produtos à base de tirzepatida e retatrutida, substâncias de última geração frequentemente procuradas para perda de peso, além de hormônios anabolizantes.
A estrutura do esquema contava ainda com:
- Seringas e agulhas hipodérmicas;
- Embalagens e materiais de acondicionamento para envio;
- Folders com instruções de uso, fabricados para conferir um aspecto profissional ao crime.
Uso Indevido de Nome Médico e Risco à Saúde
Um dos pontos mais graves revelados pela investigação foi o uso indevido do nome de um médico para validar a venda dos produtos. Segundo a PCMG, os suspeitos utilizavam a identidade do profissional para passar credibilidade aos anúncios.
O médico, ouvido formalmente, negou qualquer autorização e manifestou profunda preocupação com a saúde pública, citando o risco de falsificação dos fármacos e o armazenamento inadequado, o que pode anular o efeito terapêutico ou causar danos irreversíveis aos usuários.
Consequências Jurídicas
Os três investigados autuados com base no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. A pena para este crime é severa, dada a gravidade do risco imposto à coletividade.
Após os depoimentos na delegacia de Arcos, os suspeitos transferidos para o sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar se há outros envolvidos ou ramificações do esquema em cidades vizinhas.










