Em entrevista ao Portal Centro-Oeste Notícias, Kell Silva, destaca a urgência de mulheres negras e mães ocuparem espaços de poder na Assembleia Legislativa de Minas Gerais; pautas defendidas incluem educação, suporte a mães atípicas e o combate ao racismo estrutural.
O cenário político para as eleições legislativas de 2026 ganhou um novo e expressivo elemento de representatividade no Centro-Oeste de Minas Gerais.
Kell Silva confirmou formalmente que também colocará seu nome na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A parlamentar detalhou que o projeto construído de forma estritamente coletiva e com profundo senso de responsabilidade pública.
Kell, que já acumula a experiência dos embates diários e das pautas sociais, planeja agora expandir essa atuação para o nível estadual.
O desafio de ocupar espaços historicamente negados
Ao ser questionada sobre os reais fatores que a impulsionaram a aceitar o desafio das urnas neste ano, a pré-candidata foi enfática ao apontar para o déficit histórico de diversidade e de representação real nos parlamentos.
“A motivação maior a questão de termos mulheres negras que trabalham, que são professoras, que têm uma qualificação para estar nesses espaços de poder, que muitas das vezes nos foi historicamente negado.”
“Então, é um desafio muito grande, principalmente para mim, que sou mãe recentemente, me colocar como corpo político para esse espaço. Mas eu também carrego comigo a força de milhares de mulheres, milhares de mães, que muitas das vezes não se sentem representadas na política, pelos velhos ternos pretos”, desabafou a vereadora.
A parlamentar destacou que sua missão é humanizar o debate público, posicionando-se como uma cidadã comum.
Portanto, disposta a dar voz ativa àquelas mulheres que lidam com as dificuldades reais do cotidiano mineiro, mas que não encontram eco em discursos políticos.
Plataforma Política: Foco em Educação e o Alerta pelas Mães Atípicas
Conhecida por sua forte atuação na base social do município, Kell Silva garantiu que levará para a Assembleia as demandas estruturantes que já defende no âmbito municipal.
A educação pública de qualidade e o debate racial de forma transversal na formulação de leis e distribuição de recursos serão pilares centrais.
Contudo, um dos pontos mais sensíveis e inovadores de sua plataforma é o olhar direcionado para a estrutura familiar das pessoas com deficiência e neurodivergências.
A pré-candidata chamou a atenção para uma lacuna grave nas políticas assistenciais vigentes: a invisibilidade de quem cuida.
“A gente vai levar [essas lutas]. Principalmente a questão da educação, a questão das mães atípicas, que a gente precisa debater muito ainda. Porque a gente fala muito sobre as crianças atípicas, mas a gente esquece muitas das vezes do apoio que as mulheres, que os pais, que as famílias precisam”, explicou.
Representatividade Plural para a Cultura de Minas
Ao finalizar seu posicionamento, Kell, reforçou que sua pré-candidatura carrega a bagagem de sua qualificação profissional e técnica.
Portanto, elementos essenciais para propor mudanças profundas e de impacto cultural em todo o estado de Minas Gerais.
Com o lançamento dessa articulação regional, o tabuleiro político do Centro-Oeste ganha musculatura com duas candidaturas femininas.
Fortes trabalhando de forma paralela, prometendo sacudir os debates eleitorais e as propostas voltadas para o desenvolvimento social e humano nos próximos meses.










