Solicitação da Polícia Federal investiga supostos negócios ilícitos em órgãos federais; defesa de Lulinha recebe caso com tranquilidade, aponta instrumentalização política e cobra apuração sobre vazamentos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Lula
Portanto, a investigação foi solicitada pela Polícia Federal (PF) com o objetivo de apurar a atuação de um grupo de pessoas que teria mantido supostos negócios ilícitos em diferentes áreas do governo federal.
Além disso, na mesma ocasião, a pedido da corporação, Dino também autorizou uma quarta investigação voltada a apurar o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.
Escalada de Investigações da PF
O novo inquérito marca o terceiro pedido de investigação da Polícia Federal envolvendo Lulinha em menos de uma semana:
- Primeiro Inquérito (30 de julho): Autorizado pelo ministro André Mendonça para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações ligadas ao Ministério da Saúde. A PF aponta que Lulinha teria atuado em favor de interesses do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
- Segundo Inquérito (31 de julho): Investiga se Lulinha favoreceu empresários interessados em fechar contratos com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e outros órgãos federais. As apurações decorrem de desdobramentos da Operação “Sem Desconto”, que mira fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS.
- Terceiro Inquérito (4 de agosto): Autorizado por Flávio Dino, foca em um grupo suspeito de atuar em negócios ilícitos no âmbito federal.
A corporação ressalta que os novos inquéritos não tratam diretamente das fraudes nos benefícios previdenciários.
Mas sim de eventuais atuações do filho do presidente junto a órgãos da administração pública em benefício de lobistas e empresários.
O Posicionamento da Defesa
Em nota, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou receber a abertura do novo inquérito com tranquilidade e reiterou total confiança na condução.
Os advogados informaram que vão utilizar a investigação para esclarecer eventuais dúvidas sobre as atividades pessoais e profissionais de Lulinha.
Portanto, reafirmando que ele não possui qualquer envolvimento com irregularidades. Além disso, a defesa cobrou providências enérgicas contra vazamentos seletivos de informações, apontando que setores da PF estariam sendo instrumentalizados por interesses político-eleitorais.
Embora tenham ponderado o reconhecimento dos esforços da direção-geral da instituição para preservar sua autonomia.
Repercussão Política e Postura do Planalto
Nos bastidores de Brasília, o tema repercute fortemente no tabuleiro político e eleitoral. Segundo interlocores do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já possui o discurso alinhado para o período.
Portanto, a postura adotada é a de que não poupará ninguém que tenha culpa no cartório, nem mesmo familiares.
Assessores presidenciais avaliam que a campanha da oposição — especialmente ligada ao senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República — deverá explorar intensamente o tema.










