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A máscara caiu: A atitude do Consórcio Transoeste (liderado pela Trancid) que usa o trabalhador como massa de manobra para extorquir o município

ONDE ESTÁ A MANUTENÇÃO? Falhas recorrentes em elevadores dos ônibus da Trancid revoltam usuários que necessitam de acessibilidade

Em um ato de traição sem precedentes, consórcio liderado pela Trancid recua de acordo firmado, exige subsídios abusivos e tenta impor tarifa de R$ 6,58; Prefeita Janete Aparecida reage com firmeza, corta benefícios de empresas exploradoras e se coloca como o último escudo da população.

Divinópolis testemunhou, nesta quarta-feira (15), um dos episódios mais deploráveis e vergonhosos da história de sua prestação de serviços públicos.

O que deveria ser a formalização de um acordo para garantir a paz social e a dignidade dos trabalhadores do transporte coletivo transformou-se em um cenário de guerra, provocado pela atitude pusilânime, oportunista e desprovida de qualquer ética profissional do Consórcio Transoeste, liderado pela Trancid.

Sob a batuta de seus representantes, entre eles o empresário Fernando Carvalho, o consórcio não apenas traiu a confiança do Sindicato dos Trabalhadores, como tentou assaltar os cofres públicos e o bolso do trabalhador divinopolitano com exigências que beiram o absurdo.

A mudança repentina de posicionamento, um recuo estratégico e covarde, revela uma empresa sem caráter, que utiliza a ameaça de greve como arma de extorsão contra o município.

A Cronologia da Traição: O Recuo Oportunista

Na última segunda-feira (13), parecia haver luz no fim do túnel. Em uma mesa de negociação mediada pela Prefeitura, o consórcio havia sinalizado positivamente para uma proposta digna: vale-alimentação de R$ 800, reajuste salarial de 8% e a manutenção do Modcob (a gratificação de motoristas que também exercem a função de cobradores). O sindicato, agindo com boa-fé, aceitou os termos.

No entanto, nesta quarta-feira, o “teatro da inviabilidade” da Trancid ganhou novos atos. De forma cínica, a empresa recuou. Onde havia 8%, agora oferecem míseros 3%.

Portanto, um valor que não recompõe sequer as perdas básicas da inflação, configurando uma exploração cruel de quem está no volante enfrentando o trânsito e o estresse diário.

O motivo do recuo? O consórcio decidiu que queria mais. Queria que a prefeitura aumentasse o subsídio para valores estratosféricos ou que a tarifa fosse catapultada para insustentáveis R$ 6,58.

Janete Aparecida: A Postura de uma Líder que não se Dobra à Chantagem

Diferente do consórcio, que se esconde atrás de planilhas de “prejuízo” enquanto opera um sistema monopolista, a prefeita Janete Aparecida demonstrou o que significa ter responsabilidade pública e coragem política. Visivelmente abalada pela falta de caráter dos empresários, mas firme em sua convicção de defesa do povo, Janete deu um basta.

A prefeita não permitiu que a população fosse sacrificada no altar do lucro empresarial. Ao ouvir as exigências abusivas do consórcio, Janete foi categórica.

Portanto, ela não comprometerá recursos públicos além da viabilidade financeira e não entregará o pescoço do cidadão para pagar R$ 6,58 em uma passagem de ônibus.

Em uma jogada de mestre para proteger o erário, a prefeita anunciou o fim do subsídio atual. Se as empresas se recusam a cumprir o acordo e insistem em explorar o trabalhador, o município não tem obrigação de continuar irrigando o caixa de quem não tem compromisso com a cidade.

Janete propôs uma transição responsável: tarifa de R$ 5,50 no cartão e R$ 6,00 no dinheiro, substituindo o subsídio por um auxílio direto ao combustível de R$ 500 mil proposta que o consórcio (Trancid), em sua sede insaciável por lucro, também rejeitou.

O Péssimo Serviço: Ônibus Sucateados e Exploração Humana

O que torna a atitude do Consórcio Transoeste ainda mais revoltante é a qualidade do serviço que eles insistem em defender como “caro”. Divinópolis convive com uma frota envelhecida, veículos que estragam constantemente, horários que são meras sugestões e ônibus que, em muitos casos, circulam em condições de higiene deploráveis.

O empresário Fernando Carvalho admite que a frota média hoje é de oito anos. Ou seja, eles querem cobrar tarifa de metrópole de primeiro mundo oferecendo veículos que já deveriam estar no ferro-velho. É uma exploração em duas frentes: exploram o passageiro com um serviço ruim e exploram o motorista com salários defasados e condições de trabalho exaustivas.

Se o sistema é tão “ruim” e “inviável” como Fernando Carvalho e seus sócios pregam em entrevistas, a pergunta do Portal Centro-Oeste Notícias permanece ecoando:

Por que vocês não pedem a rescisão do contrato e saem de Divinópolis?

A resposta é óbvia: porque, apesar do choro ensaiado, o monopólio é lucrativo. O que eles querem não é a sobrevivência do serviço, é o aumento da margem de lucro sem investir um centavo na melhoria da frota.

A Covardia Contra o Trabalhador

Oferecer 3% de reajuste após ter sinalizado 8% é uma facada nas costas de centenas de famílias que dependem do salário dos rodoviários. O consórcio usa o motorista como “massa de manobra” para tentar extorquir a prefeitura. É uma atitude sem caráter, de quem não valoriza o capital humano que sustenta a própria empresa.

A greve confirmada para esta sexta-feira (17) tem nome e sobrenome: é a Greve do Descaso da Trancid. O sindicato agiu corretamente ao rejeitar a migalha oferecida na última hora. Não se pode aceitar que uma empresa que recebe milhões em subsídios públicos trate seus profissionais com tamanha indiferença.

É Hora de Romper com o Monopólio da Arrogância

A prefeita Janete Aparecida saiu desta reunião maior do que entrou. Sua postura de defesa dos três princípios, respeito ao trabalhador, responsabilidade fiscal e compromisso com o povo, é o norte que Divinópolis precisava.

Ela não aceitou ser cúmplice de um aumento abusivo e preferiu cortar na carne do subsídio do que permitir que a Trancid continuasse rindo da cara do cidadão.

Além disso, o Consórcio Transoeste provou ser uma entidade sem compromisso social. Se eles não têm competência para gerir o transporte com os valores propostos pela prefeitura, que entreguem a concessão para quem tenha.

Divinópolis merece um transporte digno, ônibus novos e motoristas valorizados. O que temos hoje, graças à Trancid, é o retrato da covardia empresarial.

O Portal Centro-Oeste Notícias reafirma seu apoio total à postura firme de Janete e se coloca ao lado dos motoristas e passageiros nesta batalha contra o descaso. Além disso, a greve que virá é a resposta de uma cidade que cansa de ser explorada por quem só olha para o próprio bolso.

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