Suspeita utilizava relação de proximidade e falsa justificativa de greve bancária para obter dados de funcionários; prejuízo estimado pelas vítimas no Hospital São Judas Tadeu pode chegar a quase R$ 100 mil.
Um caso de estelionato e quebra de confiança no ambiente profissional chocou funcionários de uma instituição de saúde na cidade. Uma funcionária de 31 anos, identificada como Daiana, que atuava como camareira no Hospital São Judas Tadeu.
Está sendo investigada pela Polícia Civil sob a suspeita de aplicar golpes de empréstimos bancários fraudulentos contra seus próprios colegas de trabalho.
A investigação confirmada nesta quinta-feira (24), após o registro de boletins de ocorrência que apontam um esquema sofisticado de manipulação e transferência indevida de valores ocorrido entre os dias 17 de agosto e 22 de setembro.
Modus operandi: o falso pedido de ajuda e a quebra de confiança
De acordo com os relatos das vítimas, a suspeita aproveitava-se do convívio diário e da aparente cordialidade para se aproximar dos trabalhadores.
Além disso, colegas relataram que ela era considerada carinhosa, gentil e prestativa, o que facilitou a criação de um laço de confiança.
Portanto, o que fez com que ninguém desconfiasse das investidas. Para cometer as fraudes, a investigada abordava os funcionários sob pretexto de que precisava movimentar dinheiro para o seu pai.
Além disso, justificando falsamente que a sua instituição bancária própria estaria em greve. Sob essa alegação, pedia que as vítimas emprestassem dados bancários ou permitissem o uso de suas contas.
Uma das funcionárias lesadas, que exerce a função de auxiliar de limpeza, descobriu a contratação de dois empréstimos que somavam R$ 23.744. Ao buscar o banco e orientação jurídica, constatou que os valores obtidos por meio dos empréstimos foram transferidos diretamente para contas pertencentes à suspeita.
Possíveis vítimas e prejuízo
Embora a investigação inicial da Polícia Civil apure os primeiros casos formalizados, relatos de funcionários indicam que a ação criminosa pode ser muito mais ampla. Pelo menos seis pessoas acabou prejudicadas no mesmo ambiente de trabalho.
Entre os valores citados pelas vítimas em depoimentos preliminares constam empréstimos expressivos que variam entre R$ 5 mil, R$ 8 mil, R$ 23 mil e R$ 25 mil. Estima-se que o prejuízo total acumulado pelas vítimas dentro do Hospital São Judas Tadeu possa se aproximar de R$ 100.000,00.
A Polícia Civil segue conduzindo o inquérito para esclarecer como as contratações digitais acabou efetivadas sem a autorização dos titulares, o destino final do dinheiro e se a investigada possui antecedentes por práticas semelhantes.
Hospital São Judas Tadeu
A equipe de reportagem do Portal Centro-Oeste Notícias entrou em contato com a Direção e a Assessoria de Comunicação do Hospital São Judas Tadeu para solicitar um posicionamento oficial sobre as denúncias, as medidas administrativas adotadas e o suporte prestado aos colaboradores afetados. No entanto, até o fechamento desta edição, a instituição não encaminhou resposta.










