Vítima de 41 anos havia se mudado há apenas um mês para trabalhar e sustentar a família; em entrevista na delegacia de Campo Belo, esposa pede justiça e desabafa sobre destruição do lar e clama para que idade do assassino não gere impunidade.
Um crime brutal motivado por uma discussão banal chocou a região na madrugada deste domingo, 14 de junho de 2026. O oliveirense Erivelton, de 41 anos, foi assassinado a tiros no bairro Alves, na cidade de Aguanil. O homicídio, que interrompeu precocemente a vida de um trabalhador e pai de família, mobilizou as forças de segurança e culminou na prisão em flagrante do suspeito, um jovem de 22 anos.
Em uma entrevista exclusiva e carregada de dor concedida ao jornalista Maicon Monteiro, do Portal Tô Ligado, a esposa da vítima, Vanessa, manifestou o sentimento de profunda anestesia e desespero que tomou conta de sua casa, fazendo um apelo contundente às autoridades por punição rigorosa.
O Crime: Discussão e Emboscada Covarde
De acordo com os registros oficiais da Polícia Militar, o assassinato ocorreu após um desentendimento inicial entre Erivelton e o agressor dentro de um estabelecimento comercial. Testemunhas que presenciaram a cena relataram que, após o bate-boca, o autor deixou o local proferindo ameaças, mas retornou pouco tempo depois conduzindo uma motocicleta.
Ao se aproximar da vítima, o criminoso efetuou um disparo de arma de fogo para o alto. No momento do susto, Erivelton teria esboçado uma reação de ir para cima do suspeito, instante em que o jovem disparou diretamente contra o tórax.
Uma unidade de suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acionada, mas a equipe médica pôde apenas constatar o óbito no local.
Horas após o homicídio, os militares conseguiram localizar o executor. O jovem de 22 anos ainda tentou empreender fuga ao notar a abordagem policial, mas perdeu o controle da direção e foi detido.
Conforme o boletim de ocorrência, ele acabou confessando a autoria do crime e indicou o esconderijo do revólver calibre .38 utilizado no ataque, que devidamente apreendido.
Motivação Fútil: “Foi porque ele foi urinar”
Diretamente da delegacia de Polícia Civil de Campo Belo, onde o caso registrado, Vanessa revelou os bastidores da motivação que tirou a vida de seu companheiro.
Segundo as informações que chegaram até ela, o estopim para a discussão foi o fato de Erivelton ter ido urinar nas proximidades do bar.
“O que chegou no meu ouvido aqui é que foi porque ele foi urinar. Eles estavam num bar, ele foi urinar e o rapaz achou ruim. Eles discutiram, o rapaz voltou e matou ele”, lamentou a esposa, ainda sem conseguir ver o corpo do marido.
Sonhos Interrompidos e um Lar Destruído
A dor de Vanessa ampliada pela situação de vulnerabilidade em que a família se encontrava. Devido à escassez de vagas de emprego em Oliveira, Erivelton havia se mudado para Aguanil há apenas um mês com o único propósito de trabalhar. A tragédia aconteceu antes mesmo de o operário conseguir receber o seu primeiro pagamento.
O casal tem três filhos. A maior preocupação da mãe, neste momento, é o impacto psicológico da perda sobre os filhos.
Especialmente sobre a caçula de 12 anos, que enfrentava problemas de saúde e mantinha uma ligação de extrema paixão e apego com o pai.
O Clamor por Justiça: “Não pensem no fato de ser réu primário”
Ao encerrar o seu relato, Vanessa direcionou uma cobrança enérgica ao Poder Judiciário e às autoridades de segurança pública, exigindo que as leis sejam aplicadas.
“Eu quero justiça, mas justiça mesmo. Que a justiça não seja falha porque é réu primário, que a justiça não seja falha porque tem 22 anos. Porque na hora de ele pegar a arma e atirar no peito do meu marido, ele não pensou na idade, ele não pensou que meu marido tem filho. Disse que ele tem filho também, então ele não pensou nos meus que vão ficar sem pai. Eu peço que a justiça seja feita e seja feita direito”, desabafou emocionada.










