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“Não é governo, é desgoverno”: Flávio Marra solta o verbo contra ex- governador Zema e governador Simões

"Não é governo, é desgoverno": Flávio Marra solta o verbo contra ex- governador Zema e governador Simões

Flávio Marra classifica proposta de Mateus Simões e Romeu Zema como “água de salsicha” e expõe condições precárias de trabalho, como viaturas com combustível limitado e coletes vencidos.

O clima político em Minas Gerais ferve e os reflexos atingiram o plenário da Câmara Municipal de Divinópolis nesta quinta-feira (07/05). O vereador Flávio Marra, conhecido por sua postura combativa, utilizou seu tempo de fala para dar voz à frustração das forças de segurança pública do estado.

Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros diante da proposta de recomposição salarial anunciada pelo governo estadual.

Em uma análise dura sobre o cenário político atual, Marra não hesitou em usar termos fortes para descrever a atual administração. “A gente não pode chamar de governo. A gente tem que chamar de desgoverno. O desgoverno do Mateus Simões vem mais perdido do que tudo”, disparou o parlamentar.

O Reajuste da Discórdia: “Água de Salsicha”

O estopim da indignação é o projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que propõe um reajuste de 4,62%. Para Flávio Marra, o anúncio, feito às vésperas do período eleitoral, carece de legitimidade e respeito.

“E agora na canetada aí, faltando dois meses para começar a campanha eleitoral, aumentou em 4.62% o aumento do policial civil, militar e o corpo bombeiro”, criticou o vereador, completando com um apelido irônico ao governador: “Agora, faltando dois meses para começar a campanha, esse água de salsicha, o Mateus Simões, vem de uma forma covarde e aumenta só 5%”.

Portanto, o parlamentar reforça que o valor oferecido não chega perto de uma valorização real, tratando-se apenas de uma tentativa de “chamar a atenção dos deputados” de forma vazia.

Denúncias de Sucateamento: Coletes Vencidos e Tanques Vazios

Para além da questão salarial, Flávio Marra trouxe à tona denúncias alarmantes sobre as condições operacionais dos policiais em Minas Gerais. Segundo o vereador, a “covardia” do estado se manifesta na falta de equipamentos básicos e na limitação de recursos para o patrulhamento.

Portanto, em tom de revolta, Marra questionou a falta de investimento em infraestrutura básica: “E aqui, por que que eles estão saindo com capa de colete, com placa vencida, os policial? Por que que eles estão saindo ainda com as viaturas com apenas 25 litros de gasolina? Isso é covardia”, disse.

Além disso, ele reiterou que os agentes são “heróis que saem de manhã sem saber se chegam vivos” e que não aceitará passivamente tal situação: “A gente não pode deixar isso acontecer. E foi isso que eu falei ali na tribuna da cama [Câmara]”.

Cobrança aos Deputados Estaduais

A fala de Flávio Marra também serviu como uma convocação aos representantes de Divinópolis e região na Assembleia Legislativa. Além disso, o vereador questionou a omissão dos parlamentares estaduais diante do que chamou de “patifaria”.

“Cadê os nossos representantes? Cadê os deputados estaduais, inclusive de Divinópolis? Onde é a questão que eles deixam uma patifaria dessa acontecer? Não colocou uma emenda, já que vai ter o aumento que seja de 15%, uma recomposição de 20%”, instigou Marra, defendendo que a classe merece uma recomposição digna que recupere as perdas inflacionárias acumuladas desde o início da gestão atual.

Analise sobre o cenário da segurança publica em Minas Gerais

Portanto, o desabafo de Flávio Marra reflete uma crise profunda que se arrasta desde 2019. De acordo com sindicatos da categoria, a perda inflacionária das forças de segurança em Minas ultrapassa os 40%. Além disso, o envio do reajuste de 4,62% recebido com protestos, com os servidores exigindo o cumprimento de promessas feitas em anos anteriores.

Os números da crise:

  • Déficit de Efetivo: Estima-se que Minas Gerais opere hoje com um déficit de quase 15 mil policiais militares e civis.
  • Saúde Mental: O sucateamento citado pelo vereador — viaturas precárias e falta de munição/coletes — contribui para o aumento dos índices de afastamento por problemas psicológicos na tropa.
  • O “Estrito Cumprimento do Dever”: Como forma de protesto, muitos policiais têm adotado a chamada “operação padrão”, limitando-se ao uso de equipamentos que estejam rigorosamente dentro do prazo de validade, o que corrobora a denúncia de Marra sobre os coletes vencidos.
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