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Pesquisa Quaest 2026: Lula abre 8 pontos sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

Pesquisa Quaest 2026 Lula abre 8 pontos sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

Nova pesquisa mostra que a vantagem do atual presidente subiu para oito pontos percentuais após desgaste familiar do clã Bolsonaro; aprovação do governo petista supera desaprovação pela primeira vez em mais de um ano.

A corrida rumo ao Palácio do Planalto ganhou novos contornos políticos. Pesquisa eleitoral do Instituto Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem e lidera com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 37%.

A vantagem de oito pontos percentuais favorável ao petista marca uma mudança no cenário que, até maio, apontava para um empate técnico acirrado na margem de erro. Portanto, o levantamento captou os primeiros reflexos da briga pública travada entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além das investigações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT) no “caso Master”.

A Evolução do Cenário de Segundo Turno

De acordo com a série histórica do instituto, o desempenho de Flávio Bolsonaro vem sofrendo oscilações negativas no decorrer dos últimos meses, enquanto Lula consolidou sua recuperação:

Período (2026)Lula (PT)Flávio Bolsonaro (PL)Cenário de Disputa
Março41%41%Empate Absoluto
Abril40%42%Flávio numericamente à frente
Maio42%41%Empate Técnico
Junho44%38%Distanciamento de Lula
Julho (Atual)45%37%Vantagem de 8 pontos para Lula

O “Fator Michelle” e a Fragilidade na Direita

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponta que o conflito familiar entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro gerou danos diretos à candidatura do parlamentar. Michelle divulgou um vídeo no qual afirmou ter sido maltratada e humilhada pelo enteado.

A pesquisa mensurou o impacto desse episódio na base aliada:

  • Cerca de 49% dos eleitores brasileiros ficaram sabendo do vídeo com as desavenças familiares.
  • Para 45% dos entrevistados, Michelle agiu de forma correta ao expor as críticas a Flávio publicamente.
  • No total, 42% declararam concordar mais com a ex-primeira-dama, enquanto apenas 18% apoiam a postura do senador.
  • Entre os eleitores de direita, 35% consideram que Michelle acertou, índice que é de 20% no núcleo duro do bolsonarismo.

Além disso, a crise reduziu de 33% para 29% a parcela que via Flávio como uma alternativa mais moderada do que o restante de sua família. Com isso, o senador registrou queda acentuada entre o eleitorado de direita não bolsonarista, despencando de 90% das intenções de voto em abril para 74% em julho.

Lula Vence em Todos os Cenários de Segundo Turno

Além do confronto direto contra Flávio Bolsonaro, a Quaest testou a força de Lula diante de outros nomes da oposição. Em todas as simulações, o atual presidente seria reeleito se as eleições fossem hoje:

  • Lula x Ronaldo Caiado (PSD): O petista lidera com 45% contra 36% do governador de Goiás. Brancos e nulos somam 15% e indecisos são 4%.
  • Lula x Romeu Zema (Novo): Lula atinge 45% frente a 35% do ex-governador de Minas Gerais. Brancos e nulos chegam a 16% e indecisos representam 4%.
  • Lula x Renan Santos (Missão): O presidente registra 45% contra 33% do pré-candidato do Missão, abrindo sua vantagem mais folgada (12 pontos). Brancos e nulos somam 18% e indecisos são 4%.

Alerta de Tendência: Portanto, embora Flávio Bolsonaro siga como o nome mais competitivo da oposição contra o PT, candidatos como Romeu Zema e Renan Santos apresentaram forte crescimento no estrato bolsonarista. Além disso, Zema saltou de 78% para 85% de apoio entre bolsonaristas de junho para julho, enquanto Renan Santos subiu de 74% para 81% no mesmo período.

Caso Master e Aprovação de Governo

Portanto, do lado governista, a pesquisa captou a repercussão da operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT), acusado de receber propina para favorecer o Banco Master no Congresso.

Portanto, o caso é conhecido por 46% dos brasileiros, sendo que 61% avaliam que o parlamentar agiu de forma errada. Para 37% dos entrevistados, o escândalo afeta de forma muito negativa a campanha de reeleição de Lula.

Além disso, apesar do desgaste ético de seu aliado, Lula obteve uma vitória simbólica: pela primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação de seu governo superou numericamente a desaprovação, registrando 48% de aprovação contra 47% de desaprovação.

Dados Técnicos da Pesquisa

Além disso, a pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizou 2.004 entrevistas presenciais com eleitores em todo o país entre os dias 10 e 13 de julho de 2026.

A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sob um nível de confiança de 95%. Além disso, o levantamento encontra-se devidamente registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de protocolo BR-07181/2026.

Portanto, a cerca de dois meses e meio do primeiro turno, 65% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto já é definitiva, enquanto 35% admitem que ainda podem mudar de escolha até o dia da eleição.

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