Nova pesquisa mostra que a vantagem do atual presidente subiu para oito pontos percentuais após desgaste familiar do clã Bolsonaro; aprovação do governo petista supera desaprovação pela primeira vez em mais de um ano.
A corrida rumo ao Palácio do Planalto ganhou novos contornos políticos. Pesquisa eleitoral do Instituto Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem e lidera com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 37%.
A vantagem de oito pontos percentuais favorável ao petista marca uma mudança no cenário que, até maio, apontava para um empate técnico acirrado na margem de erro. Portanto, o levantamento captou os primeiros reflexos da briga pública travada entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além das investigações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT) no “caso Master”.
A Evolução do Cenário de Segundo Turno
De acordo com a série histórica do instituto, o desempenho de Flávio Bolsonaro vem sofrendo oscilações negativas no decorrer dos últimos meses, enquanto Lula consolidou sua recuperação:
| Período (2026) | Lula (PT) | Flávio Bolsonaro (PL) | Cenário de Disputa |
| Março | 41% | 41% | Empate Absoluto |
| Abril | 40% | 42% | Flávio numericamente à frente |
| Maio | 42% | 41% | Empate Técnico |
| Junho | 44% | 38% | Distanciamento de Lula |
| Julho (Atual) | 45% | 37% | Vantagem de 8 pontos para Lula |
O “Fator Michelle” e a Fragilidade na Direita
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponta que o conflito familiar entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro gerou danos diretos à candidatura do parlamentar. Michelle divulgou um vídeo no qual afirmou ter sido maltratada e humilhada pelo enteado.
A pesquisa mensurou o impacto desse episódio na base aliada:
- Cerca de 49% dos eleitores brasileiros ficaram sabendo do vídeo com as desavenças familiares.
- Para 45% dos entrevistados, Michelle agiu de forma correta ao expor as críticas a Flávio publicamente.
- No total, 42% declararam concordar mais com a ex-primeira-dama, enquanto apenas 18% apoiam a postura do senador.
- Entre os eleitores de direita, 35% consideram que Michelle acertou, índice que é de 20% no núcleo duro do bolsonarismo.
Além disso, a crise reduziu de 33% para 29% a parcela que via Flávio como uma alternativa mais moderada do que o restante de sua família. Com isso, o senador registrou queda acentuada entre o eleitorado de direita não bolsonarista, despencando de 90% das intenções de voto em abril para 74% em julho.
Lula Vence em Todos os Cenários de Segundo Turno
Além do confronto direto contra Flávio Bolsonaro, a Quaest testou a força de Lula diante de outros nomes da oposição. Em todas as simulações, o atual presidente seria reeleito se as eleições fossem hoje:
- Lula x Ronaldo Caiado (PSD): O petista lidera com 45% contra 36% do governador de Goiás. Brancos e nulos somam 15% e indecisos são 4%.
- Lula x Romeu Zema (Novo): Lula atinge 45% frente a 35% do ex-governador de Minas Gerais. Brancos e nulos chegam a 16% e indecisos representam 4%.
- Lula x Renan Santos (Missão): O presidente registra 45% contra 33% do pré-candidato do Missão, abrindo sua vantagem mais folgada (12 pontos). Brancos e nulos somam 18% e indecisos são 4%.
Alerta de Tendência: Portanto, embora Flávio Bolsonaro siga como o nome mais competitivo da oposição contra o PT, candidatos como Romeu Zema e Renan Santos apresentaram forte crescimento no estrato bolsonarista. Além disso, Zema saltou de 78% para 85% de apoio entre bolsonaristas de junho para julho, enquanto Renan Santos subiu de 74% para 81% no mesmo período.
Caso Master e Aprovação de Governo
Portanto, do lado governista, a pesquisa captou a repercussão da operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT), acusado de receber propina para favorecer o Banco Master no Congresso.
Portanto, o caso é conhecido por 46% dos brasileiros, sendo que 61% avaliam que o parlamentar agiu de forma errada. Para 37% dos entrevistados, o escândalo afeta de forma muito negativa a campanha de reeleição de Lula.
Além disso, apesar do desgaste ético de seu aliado, Lula obteve uma vitória simbólica: pela primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação de seu governo superou numericamente a desaprovação, registrando 48% de aprovação contra 47% de desaprovação.
Dados Técnicos da Pesquisa
Além disso, a pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizou 2.004 entrevistas presenciais com eleitores em todo o país entre os dias 10 e 13 de julho de 2026.
A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sob um nível de confiança de 95%. Além disso, o levantamento encontra-se devidamente registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de protocolo BR-07181/2026.
Portanto, a cerca de dois meses e meio do primeiro turno, 65% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto já é definitiva, enquanto 35% admitem que ainda podem mudar de escolha até o dia da eleição.










