Wellington Well afirma que comissão agiu com ética e que situação “simples” está se tornando grave por questões ideológicas; parlamentar defende o cumprimento dos ritos legais.
Em um momento de alta voltagem política na Câmara Municipal de Divinópolis, o vereador Wellington Well, que atua como relator da Corregedoria da Casa, veio a público para esclarecer os trâmites envolvendo o pedido de cassação do vereador Vitor Costa (PT).
Portanto, Well enfatizou que, embora a comissão tivesse ciência do protocolo realizado pelo vereador Matheus, nenhuma decisão ou reunião deliberativa ocorreu até o momento.
“Nós sabíamos, mas nós não deliberamos sobre isso. Eu agi com ética em cima e baseado no meu caráter. Não houve manifestação, não houve reunião, nós não deliberamos nada”, afirmou o relator.
Crítica ao Uso Político e Ideológico
Wellington Well demonstrou preocupação com a forma como o assunto tem ganhado as redes sociais e o debate público, sugerindo que a situação está sendo inflada devido ao período eleitoral. Para o vereador, a seriedade da Corregedoria — composta também por Washington Moreira (Presidente) e Flávio Marra (Membro) — não pode ser comprometida por interesses partidários.
“Estão explorando isso politicamente, o que não é o correto. É uma situação simples que está se tornando grave por uma questão ideológica, política, e isso a gente não pode aceitar”, pontuou Well.
Ele revelou ainda que chegou a procurar o vereador Vitor, junto ao presidente da comissão, pedindo cautela: “Nós pedimos para o Vitor: ‘não avance com essa situação, nós vamos apurar o que está acontecendo'”.
O Rito Legal da Corregedoria
Ao ser questionado sobre os procedimentos padrão da Casa, o relator detalhou que o processo de uma denúncia deve seguir etapas rígidas antes de qualquer punição ou arquivamento:
- Notificação: O presidente precisa ser oficialmente notificado da denúncia.
- Deliberação: Após a notificação, ele encaminha o caso para os demais vereadores da comissão.
- Reunião de Definição: A Corregedoria se reúne para definir a atitude a ser tomada, avaliando se existe razão na denúncia e qual seria a penalidade cabível.
Histórico de Rigor
Wellington Well lembrou que a Corregedoria possui um histórico de atuação técnica e rigorosa, mencionando que, na legislatura passada, o órgão responsável por apontar as irregularidades que levaram à cassação de dois vereadores.
“Eu não vou me ajoelhar diante disso”, declarou Well, reafirmando seu compromisso com a transparência e a justiça, sem ceder a pressões externas.
O pedido de cassação
O pedido de cassação do mandato de um vereador de Divinópolis (Vitor Costa – PT) passou a ocupar o centro do debate político na Câmara Municipal e, ao mesmo tempo, abriu uma série de questionamentos sobre a forma como o processo iniciado dentro da estrutura interna do Legislativo.
A representação formalmente protocolada pelo vereador Matheus Dias (Avante). No entanto, apesar de o caso tramitar no âmbito da Corregedoria de Ética e Decoro Parlamentar, o ponto central revelado é que o pedido não partiu de uma reunião da Corregedoria de Ética.
Em outras palavras, o órgão que deveria protagonizar a análise de possíveis quebras de decoro não teria participado, de forma coletiva, da decisão inicial que deu origem ao procedimento.
Caso tem origem em publicação nas redes sociais
A motivação da denúncia está relacionada à divulgação de um print de uma conversa privada entre vereadores, envolvendo à Campanha da Fraternidade.
Segundo o autor da representação, a exposição da conversa caracterizaria quebra de decoro parlamentar. No print postado por Vitor Costa (PT), é identificado como “Falso Missionário”, cabe ressaltar que o vereador Matheus Dias é missionário.
Já o vereador alvo do pedido contesta a acusação e afirma que não houve irregularidade. “Não tenho dúvidas de que isso é perseguição”, declarou.
Além disso, ele sustenta que a publicação teve caráter reflexivo e que não houve intenção de promover exposição indevida ou ataque pessoal.
Trâmite formal segue dentro da Corregedoria
Apesar das controvérsias, o processo seguiu o rito institucional. A Corregedoria de Ética realizou a notificação do vereador, concedendo prazo para apresentação de defesa.
A partir dessa etapa, o caso entra na fase de análise, podendo resultar em arquivamento, sanções ou eventual encaminhamento ao plenário.
Clima político se intensifica
O episódio ocorre em meio a um ambiente de tensão política na Câmara de Divinópolis. O vereador alvo do pedido tem adotado postura crítica e de fiscalização, o que, segundo ele, tem provocado reações dentro da Casa.
“Meu trabalho sempre foi fiscalizar e denunciar irregularidades”, afirmou.
Por outro lado, aliados do autor do pedido defendem que o caso envolve questões éticas e de conduta parlamentar.
Além disso, ao protocolar a representação na Câmara Municipal, Matheus Dias argumentou que houve exposição indevida de uma conversa privada de grupo de vereadores, ressaltado que não trata-se de algo sigiloso, apenas de um grupo de trabalho.
Como missionário, segundo ele, o vazamento pode gerar consequências pastorais e institucionais muito sérias a ele. Matheus dias é missionário da Comunidade Católica Missão Maria de Nazaré e atua em comunhão com a Igreja Católica
O vereador listou possíveis infrações do vazamento da mensagem: quebra de lealdade entre vereadores; violação de confidencialidade; possível prática de ofensa à honra, no print publicado por Vitor Costa em suas redes socias, ele nomeia como “falso missionário”
Além disso, Mathues Dias tambem listou como umas das possíveis infrações, a quebra de decoro parlamentar.
Próximos passos
Portanto, com a notificação realizada, o vereador Vitor Costa apresentou sua defesa dentro do prazo estabelecido. Após essa fase, a Corregedoria de Ética analisará o caso e poderá definir os próximos encaminhamentos. Além disso, o desfecho ainda é incerto.










