De promessa a jejum histórico: como a diretoria do Clube Atlético Mineiro consegue transformar tragédia em comédia corporativa.
Parabéns aos envolvidos. Se o objetivo da ilustre Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Atlético-MG e do seu brilhante comando executivo era transformar um clube de massa em um verdadeiro centro de reabilitação e piada pronta no mercado da bola, missão cumprida com louvor.
A contratação do atacante uruguaio Thiago Borbas, anunciada sob a tutela de Paulo Bracks, não é apenas um erro de planejamento desastroso.
Portanto, é um verdadeiro insulto à inteligência do torcedor atleticano que empilha carnês, esgota ingressos e exige respeito.
O museu dos horrores da bola: mais de um ano de jejum e crachá de rebaixado
Como se não bastasse a mediocridade que assola o CT, a gestão atual conseguiu a proeza de buscar no mercado um centroavante cujo maior trunfo recente é a lembrança longínqua de um gol marcado em julho de 2025.
Sim, senhoras e senhores: há mais de um ano sem balançar as redes, Borbas desembarca em Belo Horizonte com o selo de garantia de quem passou a temporada de 2026 inteira acumulando atuações pífias pelo Real Oviedo.
Além disso, o time amargou o rebaixamento na última colocação do Campeonato Espanhol, sem sequer saber o que é comemorar um golzinho sequer.
Enquanto isso, a diretoria tenta vender a ilusão de que o jogador chega para “buscar retomada” e disputar posição com Mateo Cassierra. Retomada? O Atlético virou ONG de caridade técnica agora?
Portanto, o clube de massa, dono de uma Arena imponente, se transformou em asilo para artilheiro em extinção, incapaz de vencer um goleiro há 365 dias? É de uma incompetência tão acintosa que beira o deboche institucional.
Paulo Bracks e a arte de colecionar fiascos corporativos
A culpa, claro, tem endereço certo e carimbo executivo. Paulo Bracks, com sua retórica mansa, planilhas coloridas e justificativas vazias sobre “lacunas no elenco e janelas complexas”.
Portanto, trata o planejamento do Galo como se estivesse jogando Football Manager no modo amador. Contratar um jogador encostado, que fracassou e que não marca desde os tempos em que o Bragantino o utilizava esporadicamente, é atestar a falência.
O torcedor está farto de discursos corporativos bonitinhos enquanto o time entra em campo apático, sem compactação, sem eficiência ofensiva e refém de apostas furadas. A SAF prometeu profissionalismo, modernidade e gestão de primeiro mundo, mas o que entrega é um futebol mambembe, onde o torcedor precisa rezar para que um centroavante em jejum milenar desaprenda a correr tropeçando na própria bola.
O Galo não é laboratório de testes
Chega de passapanismo. A camisa do Atlético-MG pesa toneladas, foi construída com o suor de ídolos históricos e a paixão visceral de uma das maiores torcidas do continente. Não é cabível que diretores engessados por planilhas e diretores executivos blindados em gabinetes transformem o clube em um depósito de refugos internacionais.
Se a moda agora é importar seca de gols e atestar rebaixamentos europeus dentro da Cidade do Galo, que Paulo Bracks e a turma da SAF assumam publicamente o vexame. O torcedor atleticano não aguenta mais ser tratado como palhaço em um circo de horrores gerencial. Ou a diretoria acorda para a realidade e começa a gerir o clube com o tamanho e a exigência que a história alvinegra demanda, ou a conta dessa irresponsabilidade vai chegar muito antes do apito final da temporada. Menos Powerpoint, mais vergonha na cara!










