Problemas recorrentes na frota liderada pela Trancid voltam a deixar passageiros vulneráveis; caso escancara a falta de manutenção na Linha 19 e relembra episódio revoltante em que cadeirante precisou se arrastar pelo chão do ônibus.
A falta de respeito com o cidadão divinopolitano que depende do transporte público atingiu mais um limite inaceitável.
A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana (Settrans), notificou a concessionária TransOeste (consórcio liderado pela Trancid) após mais uma falha grave em um elevador de acessibilidade de um ônibus da frota.
O incidente ocorreu na Linha 19, evidenciando que a humilhação imposta aos passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida está longe de ser um caso isolado.
A sucessão de falhas operacionais e a precariedade na manutenção dos equipamentos voltaram a acender o sinal vermelho na cidade, provocando revolta entre usuários e cobrando medidas drásticas da administração municipal contra a negligência da empresa.
Uma Rotina de Humiliação: O Descaso da Trancid
Apesar de a concessionária tentar justificar os problemas como “situações pontuais”, a realidade enfrentada pela população nas ruas de Divinópolis é de total abandono. O histórico recente da Trancid à frente do consórcio marcado por episódios de extrema gravidade e constrangimento para os usuários.
O caso mais revoltante ocorreu recentemente na mesma Linha 19, quando uma passageira cadeirante foi obrigada a se arrastar pelo chão do veículo devido à criminosa falta de manutenção nos elevadores de acessibilidade por parte da empresa. Um cenário de humiliação pública que expôs a total falta de empatia, preparo e respeito com os direitos fundamentais do cidadão.
Para os passageiros, idosos e pessoas com deficiência, cada viagem tornou-se uma roleta-russa de indignação, em que o direito básico de ir e vir é violado diariamente pela ganância e pela omissão da Trancid, que deveria prestar um serviço de qualidade.
Prefeitura Notifica e Promete Fiscalização
Diante de mais este episódio registrado no último domingo (20), a administração municipal informou que a concessionária formalmente notificada para prestar esclarecimentos. A cobrança envolve a manutenção preventiva e corretiva de toda a frota, com foco absoluto no pleno funcionamento dos equipamentos de acessibilidade.
Em nota oficial, a Prefeitura lamentou a nova ocorrência e destacou que a fiscalização continuará sendo realizada de forma rigorosa para exigir um atendimento digno. Contudo, para a população, as notas de repúdio e as notificações administrativas já não bastam diante da reincidência.
Até quando a impunidade?
O transporte coletivo de Divinópolis há muito tempo deixou de ser apenas motivo de debate político para se transformar em um problema social crônico. A população exige do poder público sanções reais e duras contra a Trancid.
Portanto, enquanto isso, o consórcio responsável, que continua lucrando enquanto entrega um serviço precário, perigoso e desumano.
A acessibilidade não é um favor comercial; é um direito constitucional inegociável. Enquanto a Trancid seguir negligenciando a manutenção dos ônibus, cada falha em um elevador será a prova do descaso com a vida do povo divinopolitano.










