Enquanto o sindicato articula pressões políticas, os dados técnicos provam que a omissão diante do rombo de R$ 2,6 bilhões destruirá a saúde, a infraestrutura e o salário dos próprios servidores; Gestão de Janete Aparecida rompe décadas de covardia política e encara a crise de frente.
Divinópolis encontra-se diante do seu mais decisivo teste de maturidade administrativa, financeira e social. O anúncio da proposta de Reforma da Previdência Municipal, que reestrutura as regras do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Divinópolis (Diviprev).
Portanto, acendeu as galerias da Câmara Municipal e mobilizou os sindicatos locais em um movimento de pressão que culminou na aprovação de um “estado de greve” por parte do Sintram.
No entanto, longe dos palanques corporativistas e das narrativas de comoção pública, a realidade matemática das contas da nossa cidade impõe uma verdade dura, urgente e inegociável: sem a aprovação imediata desta reforma, Divinópolis quebra ainda em 2026.
A aprovação do estado de greve e a tentativa de “ocupar a Câmara” promovida pelas lideranças sindicais tentam pintar um cenário de falta de diálogo que colide frontalmente com as ações práticas do Executivo.
Portanto, o que a cidade testemunha, na verdade, não é uma imposição autoritária, mas sim uma demonstração inédita de coragem e transparência por parte da administração pública.
Além disso, diante de uma encruzilhada que pode paralisar os serviços essenciais, a prefeita Janete Aparecida (Avante) tomou para si a responsabilidade histórica de fazer o que nenhuma outra gestão nas últimas décadas teve o peito de encarar.
Por isso, para quem analisa o futuro de Divinópolis com racionalidade, o clamor popular consciente não é de “Fora Janete”, mas sim de “Fica Janete”. Fica pela coragem, pela lisura e por se recusar a jogar para a torcida enquanto o município caminha para o abismo fiscal.
O Tamanho do rombo: Os números que tentam esconder
Para compreender a necessidade vital da reforma, a população precisa conhecer os dados da Secretaria Municipal de Fazenda que as lideranças sindicais preferem ignorar. O déficit atuarial do Diviprev não é uma suposição ou um “alarmismo”.
Portanto, como tentam pregar alguns conselheiros da instituição; é um buraco real que consome, dia após dia, a capacidade do município de cuidar das pessoas.
Em 2017, o déficit atuarial da previdência municipal registrava o valor de R$ 764 milhões. Em 2026, após anos, esse rombo saltou para assustadores R$ 2,6 bilhões.
Para termos uma dimensão do colapso, esse montante representa praticamente o dobro de toda a Receita Corrente Líquida anual de Divinópolis. O município chegou ao seu limite absoluto.
Nos últimos cinco anos, a prefeitura obrigada a retirar R$ 196 milhões do caixa geral (dinheiro que deveria ir para medicamentos, asfalto e creches) apenas para cobrir o rombo previdenciário e garantir o pagamento dos atuais aposentados.
As projeções para os próximos quatro anos indicam que, se nada for feito, o município precisará gastar mais R$ 561 milhões. Não há orçamento público que suporte essa sangria.
A conta é simples: se a prefeitura continuar sendo obrigada a aportar esses valores na previdência, o dinheiro para manter os serviços públicos ativos vai sumir.
Com a aprovação da reforma proposta por Janete Aparecida, o município conseguirá abater imediatamente cerca de R$ 1 bilhão desse passivo.
Portanto, devolvendo a Divinópolis a sua sustentabilidade econômica para as próximas décadas.
O Perigo do Colapso: O que acontece se a reforma for rejeitada?
A rejeição ou o atraso na aprovação da reforma não prejudicará a prefeita ou os vereadores; prejudicará diretamente o cidadão comum.
Aquele, que depende da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a mãe que precisa da merenda escolar para seu filho e, ironicamente, o próprio funcionário público que hoje faz greve.
O colapso financeiro desenhado pela manutenção das regras atuais trará consequências devastadoras a curto prazo:
- Atraso e Parcelamento de Salários: A prefeitura estima que, sem o alívio fiscal da reforma, o município perderá a capacidade de pagar os salários dos servidores públicos integralmente a partir de outubro de 2026. A folha de setembro seria a última quitada em dia. A partir daí, Divinópolis reviveria os piores cenários de crises estaduais, com parcelamentos e atrasos crônicos, afetando inclusive o pagamento do 13º salário.
- Corte na Saúde Pública: O dinheiro usado para cobrir o Diviprev sairá diretamente do custeio da saúde. Faltarão insumos básicos nos postos de saúde, equipes de atendimento serão reduzidas e exames especializados sofrerão atrasos ainda maiores, sacrificando a vida da população de baixa renda.
- Paralisação de Obras e Serviços Urbanos: A manutenção das vias, a pavimentação asfáltica e a operação de tapa-buracos, ser interrompidas.
- Corte na Educação: O município hoje repassa R$ 3 milhões extras para garantir a qualidade da merenda escolar e o desjejum. Sem margem financeira, esses programas de suporte nutricional estarão sob grave ameaça de corte.
O Perfil de Janete Aparecida: Coragem frente à conveniência política
A história política do Brasil é farta em gestores que preferem adiar reformas duras, deixando a bomba estourar no colo de seus sucessores. “Empurrar com a barriga” e fazer discursos demagógicos para agradar plateias barulhentas é a regra do jogo tradicional.
Mas Janete Aparecida provou que não se encaixa nesse perfil de mediocridade política. Ela sabe muito bem das consequências eleitorais de capitanear uma Reforma da Previdência, mas escolheu o caminho da verdade e da responsabilidade fiscal.
Diferente do que o sindicato afirma nas assembleias, a Prefeita tem se desdobrado para explicar a real situação aos trabalhadores. Janete adotou a estratégia de realizar reuniões setoriais, divididas por secretarias, conversando diretamente com os profissionais da saúde, da educação e da administração.
Ela não se escondeu atrás de notas oficiais; foi para a linha de frente mostrar os gráficos, explicar o impacto da nova tábua de mortalidade do IBGE. Que aponta que a população está vivendo mais e, portanto, recebendo aposentadoria por mais tempo.
Além disso, demonstrar que a reforma é a única garantia de que os servidores terão, de fato, um salário para receber no futuro.
Entendendo a Reforma do Diviprev: Justiça e Sustentabilidade
A proposta que ainda não foi enviada ao Legislativo busca apenas adequar o município de Divinópolis às regras que já foram adotadas pelo Governo Federal.
E pela grande maioria dos estados e municípios brasileiros desde 2019. Não há nenhuma “maldade” ou “retirada de direitos injustificada”, mas sim uma atualização necessária face à realidade demográfica do país. Veja como funcionam as principais mudanças detalhadas no projeto:
1. Novas Idades Mínimas de Aposentadoria
Para equilibrar o tempo de contribuição com o tempo de recebimento do benefício, as idades foram reajustadas de forma gradual:
- Professoras: Passam de 50 para 55 anos de idade mínima.
- Professores: Passam de 55 para 60 anos.
- Servidoras Administrativas: Passam de 55 para 60 anos de idade.
- Servidores Homens: Passam de 60 para 65 anos de idade.
2. Alíquotas Justas e Progressividade
O projeto preserva aqueles que ganham menos e cobra a cota de sacrifício de quem recebe mais, aplicando o princípio da justiça social:
- Contribuição Padrão: A alíquota do servidor fixada em 14%. Em contrapartida, a Prefeitura assumirá um compromisso pesado, congelando sua parte patronal em 14% mais uma alíquota suplementar de 28% para cobrir o rombo histórico, totalizando expressivos 42% de repasse patronal.
- Faixas Altas: Servidores que possuem vencimentos acima de R$ 8 mil terão contribuições progressivas que variam de 14% a 16%, garantindo que o topo da pirâmide salarial contribua de forma proporcional para sanar o fundo.
- Novo Teto Previdenciário: O teto para as aposentadorias pagas pelo Diviprev passará dos atuais R$ 34 mil para R$ 16 mil. Quem desejar se aposentar com valores superiores ao novo teto deverá aderir a sistemas de contribuição adicional, desonerando o caixa comum do município.
3. Regras de Transição Humanizadas
Para rebater o argumento sindical de que os trabalhadores perto da aposentadoria serão severamente prejudicados, o projeto estabeleceu regras de transição bem amarradas. Quem já cumpre a maior parte dos requisitos anteriores poderá se aposentar utilizando pedágios e pontuações menores, trabalhando consideravelmente menos tempo do que o exigido na regra totalmente nova. O projeto respeita o direito em vias de consolidação.
É hora de escolher entre a demagogia e o futuro de Divinópolis
O “Ocupa Câmara” planejado pelas lideranças do Sintram tenta criar uma cortina de fumaça emocional sobre um problema que é estritamente matemático. A oposição parlamentar e os líderes sindicais fazem discursos fáceis porque não são eles que precisam assinar os cheques da prefeitura, gerenciar a falta de médicos ou responder criminalmente pela Lei de Responsabilidade Fiscal se as contas quebrarem.
Toda reforma previdenciária gera debates acalorados e descontentamentos momentâneos, mas ela é o remédio amargo que garante a sobrevivência do paciente. Apoiar a atitude da prefeita Janete Aparecida neste momento não é uma escolha político-partidária; é uma escolha em favor da legalidade, da manutenção dos empregos e da dignidade de Divinópolis. O perfil corajoso de Janete, que se recusa a ser uma gestora omissa, é o que salvará esta cidade do colapso. Diante das pressões, Divinópolis precisa se unir pelo bom senso: a reforma do Diviprev precisa ser aprovada para que o nosso município continue caminhando rumo ao desenvolvimento.










