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Saúde de Adélia Prado: Hospital monitora quadro clínico após nova internação

Saúde de Adélia Prado Hospital monitora quadro clínico após nova internação

Aos 90 anos, a premiada escritora passa pela segunda hospitalização em 2026; comunidade literária mundial acompanha de perto o quadro clínico da autora que elevou o nome de Minas Gerais ao topo das letras luso-brasileiras.

A cidade de Divinópolis recebeu com preocupação, na tarde desta quinta-feira (14), a notícia de que a poetisa e escritora Adélia Prado deu entrada novamente no Hospital São Judas Tadeu. Aos 90 anos de idade, completados em dezembro passado, a autora — considerada a maior voz feminina da poesia brasileira contemporânea — está sob os cuidados atentos dos médicos José Eduardo Grossi e Christian Alessandro Nery Freitas.

Além disso, embora a unidade de saúde tenha confirmado a internação, o motivo específico que levou a escritora ao hospital nesta semana ainda não foi detalhado oficialmente pela equipe médica ou pela família, que, no momento, preza pela privacidade e pelo repouso absoluto da paciente.

Um Início de Ano Desafiador

Esta é a segunda vez em 2026 que Adélia Prado precisa de suporte hospitalar. O histórico recente de saúde da autora inspira cuidados redobrados. Em janeiro deste ano, a poetisa sofreu um acidente doméstico, resultando em uma queda que causou a fratura do fêmur.

Portanto, naquela ocasião, a recuperação foi complexa: Adélia permaneceu internada por 20 dias, submeteu-se a duas intervenções cirúrgicas e chegou a ocupar um leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em decorrência de complicações renais. Sua alta, celebrada por amigos e admiradores de todo o mundo, marcou o início de uma reabilitação que agora sofre esta nova interrupção.

Adélia: A Divinopolitana que Conquistou o Mundo

Falar de Adélia Prado é falar da essência de Divinópolis. Nascida Adélia Luzia Prado Freitas, em 13 de dezembro de 1935, ela nunca abandonou suas raízes. Filha de um ferroviário, sua obra é profundamente marcada pela valorização do cotidiano.

pela religiosidade mineira e por uma sensualidade sagrada que revolucionou a literatura brasileira na década de 70.

Portanto, sua “descoberta” literária é uma das passagens mais famosas: ao enviar seus manuscritos para Affonso Romano de Sant’Anna, este os repassou para Carlos Drummond de Andrade.

Além disso, o “itabirano” ficou tão impressionado que enviou um bilhete histórico para a editora, afirmando que Adélia era “lírica, bíblica, existencial, faz poesia como quem faz comida”.

Um Ciclo de Glórias em 2024

A internação ocorre em um momento em que a carreira de Adélia atingiu o ápice do reconhecimento internacional. O ano de 2024 foi, sem dúvida, o “Ano Adélia”. Aos 88 anos (na época), ela quebrou um hiato de premiações ao receber as duas maiores honrarias da língua portuguesa:

  • Prêmio Machado de Assis: Concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra.
  • Prêmio Camões: A maior distinção literária para autores que escrevem em português, consolidando-a como uma imortal das letras mundiais.

A Obra que Fica, a Vida que se Cuida

Livros como “Bagagem” (1976), “O Coração Disparado” (1978) e “Cacos para um Vitral” (1980) continuam sendo estudados em universidades de diversos países. Adélia conseguiu o que poucos autores alcançam: falar da cozinha, do quintal e da fé de uma cidade do interior de Minas e ser compreendida.

O Hospital São Judas Tadeu informou que mantém uma equipe multidisciplinar para garantir a estabilidade do quadro clínico de Adélia. Enquanto isso, o clima em Divinópolis é de observação contínua e respeito. Nas redes sociais e nas igrejas da cidade, o sentimento é de gratidão por sua obra e de esperança por sua plena recuperação.

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