Operação conjunta do GAECO, Polícia Militar e Polícia Civil resulta na prisão de nove pessoas; grupo acessava sistemas judiciais e policiais para obter dados e alimentar rede de roubos e tráfico de drogas.
Uma operação de proporções e precisão cirúrgica abalou as estruturas do crime organizado na região. Batizada de “Purgato”, a força-tarefa composta pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Polícia Militar e Polícia Civil.
Conseguiu, após meses de investigação, desmantelar uma organização criminosa altamente especializada em furto, roubo, lavagem de dinheiro e adulteração de veículos.
A operação marcada pelo ineditismo da integração total entre as instituições desde o primeiro dia do inquérito. O resultado um golpe seco na criminalidade.
Portanto, nove prisões realizadas, sendo oito por mandados e uma em flagrante, além da apreensão de celulares, computadores, dinheiro e equipamentos eletrônicos de ponta.
A “Engrenagem” do Crime: Da Subtração ao Hacker
As investigações revelaram que a quadrilha não operava de forma amadora. Pelo contrário, funcionava como um sistema de engrenagens perfeitamente sincronizadas. Cada membro possuía uma função específica:
- Executores: Responsáveis pelo furto ou roubo direto dos veículos.
- Técnicos: Preparavam centrais eletrônicas e chaves para burlar sistemas de segurança dos carros.
- O Hacker: A peça-chave do esquema. Através de crimes cibernéticos, ele conseguia obter usuários e senhas de servidores públicos de diversas instituições. Com acesso a sistemas policiais e tribunais de justiça, o hacker extraía dados reais (chassis e Renavam) para que a clonagem fosse praticamente perfeita.
- Receptadores e Adulteradores: Finalizavam o processo para a venda do veículo ou o desmonte para comércio de peças.
Alavancagem Patrimonial e o Tráfico de Drogas
Além disso, a audácia do grupo ia além da adulteração. O lucro obtido com os carros era reinvestido para “multiplicar” o patrimônio através do tráfico de drogas.
Os veículos clonados, por sua vez, serviam como ferramentas logísticas para o transporte de armas de fogo e drogas, além de serem frequentemente utilizados em crimes de homicídio contra facções rivais.
Mobilização
Para garantir que nenhum alvo escapasse, a Polícia Militar empenhou um aparato de guerra: 80 policiais, 37 viaturas e dois helicópteros. Ao todo, cumpridos 23 mandados de busca e apreensão.
Segundo as autoridades, a desarticulação desta quadrilha é um passo decisivo para a redução dos índices criminais. Como os veículos roubados são o “combustível” para diversos outros delitos graves, a interrupção desse fluxo deve trazer uma queda considerável nos roubos e, consequentemente, nos crimes contra a vida na região.










