Recém-nascido de apenas um mês apresentava quadro de desidratação severa e ferimentos; Sd Helem recebeu autorização médica para amamentar a criança e estabilizar seus sinais vitais na UPA.
A ocorrência teve início quando moradores da região localizaram o recém-nascido em uma zona de mata. Imediatamente, os populares levaram a criança para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local e acionaram a Polícia Militar. Ao chegar à unidade de saúde, os militares da viatura RP 34387 encontraram um cenário crítico.
Exames preliminares da equipe médica constataram que o bebê sofria de desidratação severa, fome e sinais de infecção urinária. Além disso, a criança possuía ferimentos na região da genitália, embora a perícia inicial tenha descartado sinais de violência sexual.
Portanto, o quadro clínico indicava que o recém-nascido permanecera exposto às intempéries e sem alimentação por um período considerável.
Amamentação de Urgência: O Papel da Sd Helem
Diante da urgência em hidratar e nutrir a criança para garantir sua sobrevivência, a Soldado Helem, integrante da guarnição, prontificou-se a ajudar. Com a autorização expressa da equipe médica da UPA, a policial amamentou o bebê no local.
Além disso, o procedimento ocorreu sob caráter emergencial, uma vez que a desidratação do recém-nascido exigia resposta imediata que apenas o leite materno ou intervenção clínica pesada poderiam suprir naquele instante.
Portanto, o gesto da militar estabilizou o choro e os sinais vitais da criança até que os tratamentos hospitalares pudessem ser plenamente aplicados. “A amamentação foi realizada de urgência para garantir a vida da criança”, destacou o relatório da ocorrência, enfatizando o instinto materno e o compromisso profissional da policial.
Investigação em Andamento
A Polícia Militar e a Polícia Civil trabalham agora para identificar os responsáveis pelo abandono. O 48º BPM monitora o estado de saúde do bebê, que permanece sob cuidados médicos e acompanhamento do Conselho Tutelar. O crime de abandono de incapaz, somado aos indícios de maus-tratos, pode resultar em penas severas para os autores.
A comunidade de Ibirité segue comovida com o desfecho do resgate. O caso reforça a importância da vigilância comunitária e da sensibilidade dos agentes de segurança pública, que, além da lei, aplicam a humanidade em situações de vida ou morte.










