Relato publicado nas redes sociais descreve abordagem violenta próxima ao campo do Beira Rio, na cidade de Formiga e alerta outras mulheres.
Uma jovem moradora de Formiga usou as redes sociais para denunciar uma tentativa de estupro ocorrida no bairro Lajinha, nas proximidades do campo do Beira Rio. O caso aconteceu enquanto ela retornava para casa após sair de uma aula de pilates.
A jovem, identificada como Mariana Gondin, decidiu tornar o episódio público como forma de alerta, principalmente para outras mulheres que circulam pela região. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela relatou o momento de tensão vivido e explicou os motivos que a levaram a falar sobre o ocorrido.
“Gente, boa noite, tudo bem? Eu nunca pensei em vir aqui, eu não queria vir aqui, mas hoje eu achei que eu deveria falar para todo mundo, como um alerta, principalmente para outras mulheres”, disse Mariana.
No relato, ela afirmou que mora no bairro Lajinha e que costuma passar pelo trecho próximo ao campo do Beira Rio após as aulas. “Eu moro na Lajinha e hoje eu estava no pilates. Eu costumo subir ali no campo Beira Rio”, contou.
Segundo Mariana, o ataque ocorreu quando ela mexia no celular durante o trajeto. “Eu estava subindo por lá e fui mexer no meu celular, quando saiu um moço do lado esquerdo tentando me puxar para o meio do mato”, relatou.
Gritando por socorro
A jovem afirmou que reagiu instintivamente, gritando por socorro. “Eu comecei a gritar e estava vindo um menino. Eu acho que o moço assustou, entrou no mato e foi embora”, explicou.
Ela destacou que nunca imaginou que teria esse tipo de reação em uma situação de risco. “Eu achei que nunca teria essa reação de gritar, mas eu gritei, comecei a xingar ele e ele foi embora”, afirmou.
Mariana contou ainda que ficou bastante abalada após o ocorrido. “Eu já chorei, já tremi bastante. Liguei para o meu pai. Ele queria ir lá para saber quem era, mas não adianta, a gente não sabe se ele está com alguma coisa”, disse.
A jovem afirmou que não conseguiu identificar o suspeito devido ao estado de choque. “Eu não conheço o cara. Se pedir para eu descrever ele, eu não lembro de tão assustada que fiquei”, declarou.
Ao tornar o caso público, Mariana reforçou que o principal objetivo é alertar outras mulheres sobre os riscos. “Eu sei que muitas outras mulheres passam por ali e têm que ter cuidado, principalmente à noite”, disse.
Ela também ressaltou que a responsabilidade pelo crime não é da vítima. “Não é culpa nossa, mas a gente tem que se cuidar”, afirmou.
O episódio reforça a importância da atenção redobrada em locais com pouca iluminação e da comunicação imediata às autoridades em situações de risco. Em casos de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.
Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão do suspeito.










