Contribuintes devem ficar atentos para não confundir as normas de declaração do imposto de renda, deste ano com as novas regras que entraram em vigor em 2026.
O período para o acerto de contas com o Leão está prestes a começar. Na próxima segunda-feira, dia 16 de março, inicia-se o prazo oficial para a entrega da declaração do Imposto de Renda referente ao ano-calendário de 2025.
Portanto, os contribuintes não devem confundir as regras de declaração atuais com as novas normas de tributação que passaram a valer apenas a partir de 2026.
Quem é obrigado a declarar em 2026?
A Receita Federal estabeleceu critérios específicos para a obrigatoriedade da entrega do documento neste ano. Devem declarar:
- Rendimentos Tributáveis: Quem recebeu salários, aposentadorias ou aluguéis cuja soma foi superior a R$ 33.888,00 no ano de 2025.
- Rendimentos Isentos: Contribuintes que receberam rendimentos isentos ou não tributáveis (como poupança ou indenizações) acima de R$ 200 mil.
- Bens e Direitos: Pessoas que possuíam, até o dia 31 de dezembro de 2025, bens com valor total superior a R$ 800 mil.
- Atividade Rural: Produtores com receita bruta anual superior a R$ 169.440,00.
- Mercado de Capitais: Quem obteve ganho de capital na venda de bens ou operou na bolsa de valores em montantes acima de R$ 40 mil ou com incidência de imposto.
O risco da perda do prazo
Além disso, a organização antecipada é o melhor caminho para evitar transtornos. Dados da Receita Federal revelam que, em 2025, aproximadamente 3 milhões de declarações não foram entregues dentro do prazo legal, o que resultou em multas.
Portanto, para evitar imprevistos, especialistas recomendam o início imediato da coleta de dados. “A orientação é que os contribuintes já comecem a reunir documentos, comprovantes de rendimentos, despesas dedutíveis e informes financeiros”, reforça Willian Castro, professor universitário e contador pela Pró-Eficácia.
Além disso, a antecipação na entrega não apenas evita a multa por atraso, mas também pode garantir que o contribuinte receba a sua restituição nos primeiros lotes pagos pelo governo.









