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Hospital Regional de Divinópolis é entregue após anos de paralisação

Hospital Regional de Divinópolis é entregue após anos de paralisação

Cerimônia reuniu governador Romeu Zema, vice-governador Mateus Simões, prefeito Gleidson Azevedo, vereadores e lideranças regionais.

Durante anos, o prédio do Hospital Regional de Divinópolis permaneceu como símbolo de espera. A estrutura erguida, mas inacabada, tornou-se metáfora de promessas interrompidas e de uma necessidade urgente que a região carregava silenciosamente.

Nesta terça-feira, 10 de fevereiro, esse capítulo ganhou novo desfecho. O Governo de Minas realizou a cerimônia oficial de conclusão das obras do Hospital Regional de Divinópolis, marcando um momento histórico para a saúde pública do Centro-Oeste mineiro.

A solenidade reuniu o governador Romeu Zema, o vice-governador Mateus Simões, o prefeito Gleidson Azevedo, vereadores, prefeitos e autoridades de municípios vizinhos, além de lideranças políticas e representantes da área da saúde.

Após anos de paralisação, o hospital está estruturalmente concluído e pronto para iniciar seu funcionamento de forma escalonada.


A retomada de uma obra paralisada

O Hospital Regional de Divinópolis teve sua construção interrompida por anos. O prédio, que deveria atender dezenas de municípios, tornou-se símbolo de frustração regional. A atual gestão estadual retomou o projeto, reorganizou os recursos e concluiu a estrutura física da unidade.

O investimento total chegou a aproximadamente R$ 134 milhões. Desse montante, cerca de R$ 49 milhões foram destinados à conclusão das obras civis, enquanto aproximadamente R$ 85 milhões garantiram a aquisição de equipamentos e mobiliário hospitalar.

A entrega do prédio representa, portanto, o encerramento de um ciclo de incertezas e o início de uma nova etapa para a saúde regional.


Estrutura de alta complexidade

O Hospital Regional de Divinópolis nasce com perfil voltado para média e alta complexidade. A unidade contará com 202 leitos, incluindo 30 leitos de UTI adulto, 10 de UTI pediátrica e 10 de UTI neonatal.

Além disso, o hospital terá bloco cirúrgico com oito salas, maternidade com quartos PPP — pré-parto, parto e pós-parto — pronto atendimento, ambulatório e estrutura completa de diagnóstico por imagem. Tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia e mamografia integrarão o conjunto de exames oferecidos.

O perfil assistencial inclui foco em trauma, atendimento de urgência com pronto atendimento aberto, cirurgias oncológicas, cirurgias vasculares, atendimento a casos de AVC e hemodinâmica, além de obstetrícia de alta complexidade, voltada tanto para gestantes de risco quanto para recém-nascidos em estado grave.

Trata-se de uma unidade com vocação para casos que exigem estrutura especializada e resposta rápida.


A fala do governador

Durante a cerimônia, o governador Romeu Zema destacou o significado da entrega.

“É uma felicidade muito grande, com certeza, minha última vez como governador aqui no Hospital Regional de Divinópolis e dessa vez para poder entregá-lo. O que era sonho, agora vocês vão ter a oportunidade de ver, é realidade. Por parte do Estado, os investimentos foram feitos, o hospital está totalmente completo”, afirmou.

O governador também ressaltou o caráter universitário da unidade.

“Melhor do que um hospital, é nós termos aqui um hospital universitário, que vai formar todos os anos uma boa quantidade de profissionais na área da saúde. A Universidade Federal de São João del-Rei estará assumindo o hospital assim que viabilizar a instalação dos equipamentos e a contratação do pessoal. Da nossa parte, estamos aqui hoje fazendo a entrega das chaves”, declarou.


O papel da universidade e da EBSERH

O Hospital Regional será incorporado à rede de hospitais universitários, com gestão vinculada à Universidade Federal de São João del-Rei e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

Esse modelo amplia o impacto da unidade. Além de prestar assistência à população, o hospital também atuará na formação acadêmica de profissionais da saúde.

A integração entre ensino e assistência fortalece a qualidade técnica, estimula pesquisa e cria ambiente propício para inovação na área médica.

Divinópolis passa, assim, a contar não apenas com um hospital regional, mas com um hospital universitário de referência.


A visão do vice-governador

O vice-governador Mateus Simões também destacou a importância estratégica da unidade, especialmente no contexto do uso de recursos provenientes do acordo judicial relacionado à tragédia de Brumadinho.

“Esse hospital tem uma característica ainda mais especial no que diz respeito ao uso dos recursos da tragédia, porque ele está dentro da mesma região do Samu. O Samu que atende este hospital é o mesmo que atende Brumadinho”, afirmou.

Ele ressaltou que a unidade dialoga com o sistema de urgência utilizado no momento do desastre e amplia a capacidade regional de resposta a emergências.

“O foco é trauma, mas nós vamos ter uma urgência aberta. Aqui é um hospital com pronto atendimento. Teremos atendimento cirúrgico-oncológico, cirúrgico-vascular, AVC, hemodinâmica como um todo. Obstetrícia de alta complexidade, com atendimento às mães em situação de risco e aos recém-nascidos que apresentem quadros mais graves”, destacou.

Segundo o vice-governador, trata-se de um hospital com clara vocação para alta complexidade.


Impacto regional

Com a conclusão das obras, Divinópolis passa a contar com uma das maiores estruturas hospitalares do Centro-Oeste de Minas.

O hospital atenderá 54 municípios da macrorregião Oeste, beneficiando aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.

A expectativa é reduzir transferências para outras regiões, diminuir tempo de espera por procedimentos complexos e fortalecer a autonomia regional na assistência hospitalar.


O próximo passo

A entrega do prédio marca o encerramento da etapa estrutural. Agora, a abertura dos serviços ocorrerá de forma progressiva, conforme a instalação final de equipamentos e organização dos fluxos assistenciais.

Além disso, o hospital deixa de ser promessa para se tornar estrutura concreta. Depois de anos de paralisação, o prédio finalmente deixa de representar espera.

Portanto, ele passa a representar atendimento. E, para Divinópolis e toda a região, isso significa mais do que uma obra concluída. Significa um novo capítulo para a saúde pública no Centro-Oeste mineiro.

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