Ana Paula do Quintino afirma que a estrutura inaugurada nesta terça-feira funciona apenas como um “caixote sem nada dentro” e critica o impedimento da entrada de moradores vizinhos à obra.
A recente visita do governador Romeu Zema a Divinópolis para a entrega das obras do Hospital Regional (HRDV) não colheu apenas elogios.
A vereadora Ana Paula do Quintino, manifestou profunda indignação com a forma como o Estado conduziu o evento. Segundo a vereadora, o governo utilizou o termo “inauguração” de forma indevida, uma vez que a unidade ainda não possui condições de funcionamento imediato para a saúde pública.
Denúncia de “Caixote Vazio” e Encenação
Durante seu relato sobre a visita, a parlamentar utilizou termos fortes para descrever o estado atual da edificação. Ana Paula classificou a estrutura como um receptáculo desprovido de aparelhagem essencial. “Eles vieram entregar aquela obra, né, pra mim é um caixote, sem nada dentro”, disparou a vereadora.
A parlamentar ressaltou que a população local saiu do evento com a falsa impressão de que o atendimento começaria no dia seguinte, o que ela considera um desrespeito ao cidadão.
Além disso, a vereadora questionou a montagem visual realizada para a cerimônia. Segundo seu depoimento, o governo utilizou recursos de iluminação para mascarar a falta de equipamentos reais no interior do hospital.
“Pra vir aqui, não ter nada lá dentro, colocar LEDs, coisas lá dentro, pra dar a intenção que tinha alguma coisa. Não tinha nada”, afirmou Ana Paula, comparando a visita atual com agendas anteriores onde a estrutura já havia sido exibida sem funcionalidade prática.
Moradores Barrados e Postura Crítica
Ana Paula do Quintino também relatou uma postura de observação estratégica durante o evento. Ela optou por não ocupar os lugares de destaque na frente da solenidade para conseguir notar as nuances do que ocorria ao redor.
Nesse contexto, a vereadora flagrou uma situação que classificou como “extremamente chateante”: o impedimento da entrada de moradores da região.
A parlamentar defendeu que, por tratar-se de dinheiro público oriundo de impostos, a população local deveria ter acesso ao local. “Tinham muitos moradores ali do entorno, que foram barrados na hora da entrada”, denunciou a vereadora.
Para ela, a proibição contradiz o discurso de que os recursos públicos devem retornar diretamente em benefício do povo.
Ceticismo com Materiais e Licitações
Sobre o futuro funcionamento da unidade, a vereadora demonstrou ceticismo quanto aos prazos e à aquisição de mobiliário. Portanto, ela afirmou que só acreditará na efetividade do hospital quando vir os equipamentos instalados e funcionando.
Embora reconheça que processos de licitação no setor público enfrentam morosidade natural, Ana Paula questionou o paradeiro dos recursos que o estado supostamente repassou para a compra dos materiais hospitalares.
Portanto, em suma, o posicionamento da vereadora coloca uma sombra de dúvida sobre a celeridade prometida pelo Governo do Estado.
Além disso, certamente, o embate político em torno do Hospital Regional continuará sendo pauta central no Legislativo municipal, especialmente com a cobrança por transparência sobre o que existe, de fato, por trás das paredes recém-pintadas da unidade de saúde.










