Após dias de intensa crise, idas e vindas e atritos com a cúpula nacional, senador sela acordo em reunião em São Paulo e convoca coletiva de imprensa em Divinópolis para oficializar a disputa ao Palácio Tiradentes.
A novela política que agitou os bastidores de Minas Gerais e de Brasília nas últimas semanas chegou ao fim com uma grande reviravolta. O partido Republicanos confirmou oficialmente a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais.
Portanto, o desfecho foi sacramentado durante uma reunião decisiva realizada na tarde desta sexta-feira (7), na residência do presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira (SP), em São Paulo. O encontro contou também com a participação do presidente estadual do partido em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen (MG).
Após semanas de impasses, vetos e articulações nos bastidores — que incluíram até mesmo ameaças de medidas judiciais por parte do diretório mineiro —, além disso, a cúpula partidária chegou a um entendimento para garantir o nome de Cleitinho na disputa pelo Palácio Tiradentes.
O Anúncio Oficial em Divinópolis
Com a situação pacificada dentro da legenda, o senador convocou uma coletiva de imprensa para esta mesma sexta-feira, na Praça do Santuário, em Divinópolis. Portanto, na ocasião, o parlamentar fará o anúncio oficial da retomada e confirmação de sua candidatura aos apoiadores, à imprensa e à população mineira.
O Histórico da Crise e a Retirada do Veto
A confirmação coroa dias de intensa ebulição política. No início da semana, abalado pelo falecimento de seu irmão caçula, Cleitinho chegou a gravar um vídeo emocionado anunciando que ficaria fora do pleito. No entanto, após refletir e receber apelos de familiares, amigos e aliados, o senador recuou da decisão.
Durante a convenção do partido realizada no dia seguinte, Cleitinho pediu a palavra, expressou arrependimento e pediu para que a cúpula nacional reconsiderasse a vaga. Inicialmente, Marcos Pereira havia vetado a pretensão, argumentando que a fase de deliberação interna estava encerrada.
A postura gerou um racha imediato: Euclydes Pettersen mobilizou o diretório estadual, registrou em ata a autonomia para chapa pura e ameaçou acionar a Justiça.
A pressão surtiu efeito, culminando na reunião de cúpula desta sexta-feira em São Paulo, que sacramentou as pazes e garantiu o principal nome do partido na corrida eleitoral mineira.










