Enquanto a cúpula nacional e estadual do partido aponta falta de decisão do senador e oficializa apoio a Marcelo Aro, a assessoria do parlamentar nega a desistência.
O cenário eleitoral em Minas Gerais sofreu uma reviravolta significativa nesta quarta-feira (29). O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, confirmou que o senador Cleitinho Azevedo não será candidato ao governo do estado pela legenda. Em contrapartida, a assessoria do parlamentar mantém a posição e nega a informação.
A decisão ocorre após dias de forte expectativa nos bastidores políticos e repercute a ausência de Cleitinho na convenção estadual realizada no último dia 25 de julho.
Nota Oficial e Repercussão Partidária
Em nota conjunta assinada pelas executivas estadual e nacional, o Republicanos declarou que a ausência do senador no evento oficial produziu consequências inevitáveis. O texto enfatiza que a legenda trabalhou intensamente para viabilizar a candidatura, mas pondera que faltou uma definição firme por parte do parlamentar.
“O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”, destacou o comunicado.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, também avaliou os desdobramentos e afirmou que o senador “perdeu o timing”, apontando que o estilo mais intenso do político poderia enfrentar barreiras no segundo turno com o eleitorado mineiro.
Com a indefinição em torno de Cleitinho, o Republicanos oficializou nesta terça-feira (28) o apoio à candidatura de Marcelo Aro (PP) ao governo mineiro. A decisão foi sacramentada em reunião que contou com a participação de Aro, Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira (por videoconferência), movimentando as alianças para o pleito deste ano.
Homenagem Emocionante e Cenário Eleitoral
Na véspera do anúncio, Cleitinho utilizou as redes sociais para divulgar um vídeo produzido com inteligência artificial. O senador aparece conversando com o pai e com o irmão, Mateus Azevedo, que faleceu na semana anterior, vítima de leucemia. A simulação, o irmão o incentiva a seguir em frente com coragem.
Apesar da dor decorrente do luto familiar e de liderar pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente pela Quaest, o senador vinha dando sinais ambíguos.
Enquanto a cúpula partidária aponta que o projeto coletivo precisava de rumo e previsibilidade, a assessoria do parlamentar segue divergindo sobre o encerramento.










