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Ney Burger descarta candidatura em 2026, defende continuidade e faz balanço do primeiro ano da reeleição

Ney Burger descarta candidatura em 2026, defende continuidade e faz balanço do primeiro ano da reeleição

Vereador do Novo detalha articulações políticas, cobra eficiência do Estado, defende projetos estruturantes e comenta o cenário eleitoral em uma das entrevistas mais completas do atual ciclo legislativo.

O primeiro ano do segundo mandato do vereador Ney Burger (Novo) consolidou uma mudança significativa em sua atuação política dentro da Câmara Municipal de Divinópolis.

Reeleito após ampliar de forma expressiva a votação, o parlamentar assumiu, logo no início de 2025, a liderança do governo no Legislativo, função que o colocou no centro das articulações políticas, das negociações institucionais e das decisões estratégicas envolvendo o Executivo e os vereadores.

Desde então, Ney Burger passou a exercer um papel que vai além da apresentação de projetos ou da defesa de pautas específicas.

Líder de Governo

Como líder, tornou-se responsável por construir pontes, reduzir tensões, explicar propostas e sustentar politicamente iniciativas do governo municipal em um ambiente marcado por divergências naturais, cobranças da população e disputas ideológicas.

Ao avaliar esse período, o vereador reconhece o peso da função e associa os resultados obtidos à capacidade de diálogo construída ao longo do mandato. Segundo ele, a liderança exigiu amadurecimento, responsabilidade e presença constante nos bastidores da Câmara.

“Primeiramente, quero te agradecer, Fabrício, a gente fica satisfeito de ter você aqui para a gente falar um pouquinho do nosso trabalho, do nosso mandato. Então, 2025 é o primeiro ano da reeleição, é uma experiência nova, né, porque aí eu assumi a liderança de governo.”

Ainda assim, Ney Burger sustenta que o desafio se transformou em aprendizado prático. Para ele, a função revelou uma dimensão da política que nem sempre aparece ao eleitor, mas que define o funcionamento do poder público no dia a dia.

“Eu acho que foi muito proveitoso, muito, como se diz, a gente adquiriu mais experiência, mais responsabilidade, mas eu acho que foi um ano muito bacana, foi um ano de desafios, mas a gente cumpriu aquilo que a gente prometeu aos cidadãos de Divinópolis.”

Articulação política e governabilidade

Durante 2025, a Câmara Municipal de Divinópolis aprovou praticamente todos os projetos enviados pelo Executivo. Em um cenário político frequentemente marcado por embates entre situação e oposição, o índice chamou atenção. Para Ney Burger, o resultado não ocorreu por alinhamento automático, mas por articulação política constante e explicação detalhada das propostas.

Segundo ele, a liderança de governo exigiu reuniões frequentes, conversas individuais com vereadores e disposição para ouvir críticas e sugestões. Dessa forma, os projetos avançaram sem grandes rupturas institucionais.

“Como líder de governo também, eu acho que foi muito, mas muito proveitoso também, a gente teve um bom relacionamento com os outros vereadores, a gente faz essa articulação com os vereadores, nós tivemos praticamente 100% dos projetos executivos votados.”

Além disso, o vereador destaca que boa parte das matérias recebeu apoio inclusive de parlamentares da oposição, algo que ele atribui à clareza na apresentação das propostas.

“Assim, votado bem, sem muita polêmica, sem muita divisão, então, para mim, foi igual eu expliquei, foi um ano de muita experiência, mas é descobrimento mesmo.”

Atuação além da liderança

Embora a liderança de governo tenha concentrado grande parte de sua agenda, Ney Burger afirma que não deixou de exercer as funções tradicionais do mandato. Fiscalização, cobrança de serviços públicos e apresentação de projetos próprios continuaram fazendo parte da rotina.

“A gente fiscalizou, a gente cobrou, a gente apresentou vários projetos também.”

Ao projetar o ano seguinte, o vereador sustenta que o ritmo de trabalho seguirá intenso, com atuação em todas as regiões da cidade.

“Esse ano, não só a região Sudeste, mas toda a região de Divinópolis pode contar com a gente, com o nosso trabalho.”

Educação como eixo estruturante

Nos últimos anos, Ney Burger ampliou o foco do mandato. Embora tenha origem política ligada ao esporte, o vereador passou a concentrar esforços também na educação e na infraestrutura. Como presidente da Comissão de Educação Pública por três anos consecutivos, ele atuou diretamente na interlocução com a Secretaria Municipal de Educação.

“A gente que tem um trabalho voltado para a área de esportes, sim, mas a gente abraçou a causa desde lá de 2021, 2022, da educação, infraestrutura.”

O vereador defende que a destinação correta das emendas impositivas gera impacto direto na qualidade dos serviços públicos. Segundo ele, parte significativa dos recursos foi direcionada às escolas municipais.

“Emenda em positivo tem que ser aplicada no lugar certo. Todo mundo sabe que é 50% para a saúde, e os outros 50% você tem que desdobrar ali.”

“Nesses outros 50% meu, praticamente a metade, eu mando para a Secretaria de Educação de diversas escolas.”

Para Ney Burger, os resultados desse investimento aparecem nos indicadores educacionais e no reconhecimento obtido pelo município.

“A educação de Divinópolis avançou muito e não para de avançar. Na toa, foi a escolhida ouro, a medalha ouro lá no governo federal.”

Fiscalização e cobrança de concessionárias

Outro eixo permanente do mandato envolve a fiscalização de concessionárias de serviços públicos, especialmente a Copasa.

Ney Burger se tornou conhecido pelas cobranças públicas e pela postura crítica diante da prestação de serviços considerados insuficientes.

“Sim, a gente cobra muito. Eu sou muito justo, sabe?”

Segundo ele, houve melhora pontual nos serviços, mas ainda distante do padrão ideal.

“O trabalho da Copasa melhorou. “Mas ainda não é de excelência. Eu não bato palma para obrigação.”

Para o vereador, o papel do Legislativo exige firmeza, mesmo quando as cobranças geram desgaste político.

“Então, o nosso trabalho é esse, é fiscalizar, quando está errado, você tem que cobrar e ir para a tribuna.”

Independência partidária e cobranças ao Estado

Apesar de integrar um partido com representação estadual, Ney Burger afirma que mantém independência política. Ele defende que a lealdade maior deve ser com a população, não com estruturas partidárias.

“Eu respeito o partido, mas o partido não me manda. Quem manda sou eu.”

Essa postura aparece de forma clara nas cobranças relacionadas ao hospital regional de Divinópolis, obra que se arrasta há anos e se tornou símbolo de frustração para a população.

“A prova disso é o próprio hospital, que inaugura, inaugura, inaugura, agora, graças a Deus, reassinado.”

Ainda assim, o vereador reforça que inaugurações simbólicas não resolvem o problema.

“Eu rezo para funcionar, que não adianta inaugurar e não funcionar.”

Saúde pública e regulação

A saúde pública ocupa espaço central no discurso do vereador. Segundo ele, as demandas da população chegam diariamente ao gabinete, muitas delas relacionadas à dificuldade de acesso a consultas, exames e cirurgias.

“O SUS fácil, que de fácil não tem nada, a população não entende, e isso eu não culpo a população.”

Ney Burger explica que parte das reclamações envolve questões que fogem da competência do município.

“O vereador não regula vaga. A regulação é do Estado.”

Além disso, ele aponta o Hospital São João de Deus como um gargalo estrutural.

“O São João é alta complexidade. O São João sozinho não dá conta, se não inaugurar esse bendito hospital, o gargalo vai ser o mesmo.”

Projetos com impacto direto

No campo legislativo, Ney Burger afirma que evita projetos simbólicos. Ele prioriza iniciativas com aplicação prática e resultado mensurável.

“Eu não sou aquele vereador de fazer aqueles mundos de projetos. projeto de gaveta, eu prefiro não fazer.”

Entre as principais iniciativas, o vereador destaca a lei de incentivo ao atleta profissional e amador, que garante apoio financeiro, transporte e alimentação.

“É um projeto nosso muito interessante, que incentiva o atleta profissional e amador da cidade, às vezes, o atleta tem talento, mas não tem custeio. “A lei de 2022 está ajudando demais.”

Transporte de pacientes dentro do município

Outro projeto citado envolve o custeio de transporte para pacientes dentro do próprio município, especialmente no período pós-cirúrgico. Segundo Ney Burger, a ausência desse serviço criava situações dramáticas.

“O município custeava transporte para fora, mas dentro da cidade não tinha.”

Ele relata o caso de uma moradora que, após cirurgia de fêmur, não tinha condições financeiras de contratar uma ambulância.

“A gente sensibilizou, a gente criou o projeto.”

Com apoio de outros vereadores, o município adquiriu uma ambulância específica para esse atendimento.

“O vereador Delano colocou emenda para comprar a ambulância. Eu coloquei mais 80 mil reais para manutenção.”

Eleições de 2026 e posicionamento político

Ao falar sobre 2026, Ney Burger descarta candidatura própria e defende a continuidade do grupo político que atua hoje em Divinópolis.

“O Ney não é candidato a nada em 2026, aoje a gente está para ajudar.” Para ele, o fortalecimento da cidade depende da eleição de representantes em diferentes esferas.

“Quanto mais político eleito nós tivermos na cidade, melhor para nós.” O vereador reforça apoio a lideranças específicas.

“Torço para a reeleição do deputado Eduardo Azevedo, confio muito no Cleitinho.”

Trajetória e consolidação política

Ao relembrar a trajetória, Ney Burger destaca a origem comunitária e a ligação com o futebol amador. Ele afirma que o crescimento eleitoral reflete o reconhecimento do trabalho desenvolvido.

“Fui suplente em 2016, com 881 votos. Em 2020, fui eleito, em 2024, dobrei a minha votaçã. Meu medo era ser vereador de um mandato só e graças a Deus, realizei esse sonho.”

Continuidade na liderança

Por fim, Ney Burger confirma a permanência na liderança de governo, reafirmando o compromisso com a cidade e com a qualidade dos projetos que chegam ao plenário.

“Em primeira mão, a gente continua assim. Vou ser o líder do governo de Divinópolis. Projeto que não compensa, eu não levo para plenário e por isso deu certo.”

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