Atualmente, o presidente Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno, seguido por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
O ano de 2026 começa sob o signo da incerteza e do cálculo político estratégico. Portanto, a divulgação da primeira rodada de pesquisas de intenção de voto, realizada pelos institutos Ideia e Genial/Quaest neste início de janeiro, funciona como um divisor de águas para as coalizões que buscam o Palácio do Planalto.
Portanto, o cenário desenhado pelos números reafirma uma verdade que acompanha o Brasil desde 2018: o país permanece dividido entre dois projetos de poder distintos, mas com novos atores ocupando o vácuo deixado pela inelegibilidade de figuras centrais do passado.
Além disso, nesta matéria especial, dissecamos cada dado, as tendências regionais, a economia como fiel da balança e o papel das redes sociais na construção das candidaturas que prometem dominar o debate público nos próximos meses.
O Cenário de Primeiro Turno: A Resiliência de Lula e a Fragmentação da Direita
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra o primeiro ciclo de levantamentos de 2026 com uma liderança que, embora sólida, não é confortável. Com números que variam entre 35% e 40% das intenções de voto no cenário estimulado, o petista mantém o seu “piso” histórico. O desafio do atual governo, contudo, reside no “teto”.
Portanto, a pesquisa aponta que a base de apoio de Lula está fortemente concentrada no Nordeste e entre eleitores que recebem até dois salários mínimos. Além disso, no entanto, o setor de serviços e a classe média urbana mostram uma oscilação negativa, refletindo a ansiedade com a política fiscal e o custo de vida.
Veja os cenários testados
Cenário 1
Lula (PT): 40,2%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 32,7%
Romeu Zema (Novo): 5,5%
Renan Santos (Missão): 0,5%
Aldo Rebelo (DC): 0,4%
Ninguém/branco/nulo: 3,6%
Não sabe: 11,8%
Cenário 2
Lula (PT): 39,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 26,5%
Ratinho Jr. (PSD): 7%
Ronaldo Caiado (União): 4,2%
Romeu Zema (Novo): 3,6%
Renan Santos (Missão): 0,4%
Aldo Rebelo (DC): 0,2%
Ninguém/branco/nulo: 7,1%
Não sabe: 11,4%
Cenário 3
Lula (PT): 39,6%
Flávio Bolsonaro (PL): 27,6%
Ronaldo Caiado (União): 5,5%
Romeu Zema (Novo): 5,4%
Eduardo Leite (PSD): 2,8%
Renan Santos (Missão): 0,7%
Aldo Rebelo (DC): 0,2%
Ninguém/branco/nulo: 5,6%
Não sabe: 12,9%
Cenário 4
Lula (PT): 40%
Michelle Bolsonaro (PL): 29%
Ratinho Jr. (PSD): 6%
Ronaldo Caiado (União): 4,3%
Romeu Zema (Novo): 3,8%
Renan Santos (Missão): 0,7%
Aldo Rebelo (DC): 0,2%
Ninguém/branco/nulo: 5,9%
Não sabe: 10,3%
Cenário 5
Lula (PT): 40,1%
Michelle Bolsonaro (PL): 29,7%
Romeu Zema (Novo): 5,8%
Ronaldo Caiado (União): 5,1%
Eduardo Leite (PSD) 2,5%
Renan Santos (Missão): 1,3%
Aldo Rebelo (DC): 0,3%
Ninguém/branco/nulo: 5,1%
Não sabe: 10,3%
Simulações de segundo turno
Lula (PT): 44,4% x 42,1%: Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Lula (PT): 46% x 39%: Michelle Bolsonaro (PL)
Lula (PT): 46% x 37%: Ratinho Jr. (PSD)
Lula (PT): 46,3% x 36,5%: Ronaldo Caiado (União)
Lula (PT): 46,3% x 36,1%: Romeu Zema (Novo)
Lula (PT): 46,2% x 36%: Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT): 46,5% x 23,5%: Renan Santos (Missão)
Lula (PT): 45% x 23%: Eduardo Leite (PSD)
Lula (PT): 45,2% x 19%: Aldo Rebelo (DC)
Portanto, a pesquisa ouviu 2.000 entrevistados entre os dias 8 a 12 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, o intervalo de confiança é de 95%.
Segundo Turno: O Perigo do Empate Técnico
Se o primeiro turno mostra Lula na frente, as simulações de segundo turno são o ponto de maior preocupação para o núcleo duro do governo. O confronto direto entre Lula e Tarcísio de Freitas revela uma distância de apenas 2,1 pontos percentuais, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro.
Esse dado é crucial para o SEO político: a busca por “quem vence Lula em 2026” tem crescido exponencialmente. Tarcísio consegue algo que outros nomes não conseguiram em 2022: reduzir a resistência no Sudeste, região que concentra o maior colégio eleitoral do país.
| Candidato | Porcentagem (2º Turno) |
| Lula (PT) | 44,8% |
| Tarcísio de Freitas (Rep) | 42,7% |
| Brancos e Nulos | 12,5% |
A Economia como o “Fiel da Balança”
Para entender a primeira pesquisa de 2026, é preciso olhar para o bolso do eleitor. O levantamento da Genial/Quaest trouxe um dado alarmante para o governo: 48% dos entrevistados acreditam que a situação econômica pessoal não melhorou nos últimos 12 meses.
O fenômeno da “inflação psicológica”, quando o consumidor percebe preços altos em itens básicos de supermercado, apesar dos índices oficiais de inflação estarem controlados é o principal combustível para a oposição. O Google Trends indica que buscas por “preço dos alimentos” e “valor do salário mínimo 2026” estão diretamente correlacionadas com a desaprovação do governo em áreas periféricas.
Regionalismo e o Voto Geográfico
O Brasil de 2026 continua sendo um país de contrastes geográficos profundos:
- Nordeste: Lula mantém uma hegemonia absoluta, com mais de 60% de aprovação. É o porto seguro do PT.
- Sul e Centro-Oeste: O agronegócio e a indústria local mantêm uma rejeição acentuada ao atual governo, onde nomes como Ratinho Júnior e Tarcísio dominam as intenções de voto.
- Sudeste: É o grande campo de batalha. Além disso, em Minas Gerais e São Paulo, a avaliação dos governadores locais supera a do governo federal, o que pode ser decisivo para a transferência de votos.
Rejeição: O Muro que Define Eleições
Na política brasileira, muitas vezes o eleitor não vota “no melhor”, mas “contra o pior”. Os índices de rejeição deste primeiro levantamento são:
- Flávio Bolsonaro: 52% (O mais rejeitado).
- Lula: 45% (Estável, mas alta em grandes centros).
- Tarcísio de Freitas: 28% (A menor rejeição entre os principais nomes, o que lhe dá maior margem de crescimento).
Portanto, a baixa rejeição de Tarcísio é o que o torna o “candidato dos sonhos” para o mercado financeiro e para os partidos de centro, como o PSD de Gilberto Kassab e o MDB.
O Papel das Redes Sociais e a Desinformação
Portanto, um elemento novo para 2026 é o uso de Inteligência Artificial na criação de conteúdos de campanha. A primeira pesquisa de 2026 também questionou os eleitores sobre onde eles buscam informações:
- 62% afirmam que as redes sociais (WhatsApp, TikTok e Instagram) são sua principal fonte de notícias políticas.
- A confiança na mídia tradicional apresentou uma leve recuperação em relação a 2022, mas ainda divide espaço com influenciadores políticos.
Além disso, a indexação deste conteúdo no Google depende da clareza sobre esses novos métodos de comunicação. Candidatos que dominarem o algoritmo de “short-videos” (vídeos curtos) levam vantagem sobre os que apostam apenas no horário eleitoral gratuito.
Terceira Via: Existe Espaço?
Portanto, nomes como Ciro Gomes (PDT), Romeu Zema (Novo) e Eduardo Leite (PSDB) aparecem com índices que variam de 3% a 6%. Portanto, o levantamento sugere que o eleitorado está “vacinado” contra tentativas de nomes puramente de centro. Além disso, a polarização é tão intensa que o voto útil tende a ser antecipado já no primeiro turno, esvaziando candidaturas alternativas.
O Caminho até Outubro
Portanto, a primeira pesquisa eleitoral de 2026 não é um veredito, mas um mapa. Além disso, ela indica que o governo Lula precisará entregar resultados palpáveis de crescimento econômico para evitar uma derrota para um nome de centro-direita tecnocrático. Portanto, para a oposição, o desafio é a unidade: uma fragmentação entre Michelle, Flávio e Tarcísio pode garantir a reeleição de Lula ainda no primeiro turno.
Além disso, o mercado financeiro, as capitais e o interior do Brasil agora olham para os mesmos números, tentando decifrar quem terá a resiliência necessária para suportar os ataques de uma campanha que promete ser a mais digital e tecnológica da história do país.










