Deputado Domingos Sávio afirma que escândalo financeiro pode atingir trabalhadores, fundos de pensão e a confiança da população no sistema bancário.
O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) assinou o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master.
O caso que ganhou repercussão nacional após a liquidação extrajudicial da instituição e a revelação de indícios de graves irregularidades financeiras.
A iniciativa busca esclarecer responsabilidades, identificar possíveis omissões do poder público e compreender os impactos concretos do colapso da instituição sobre a economia. Para Domingos Sávio, o episódio ultrapassa o campo técnico do mercado financeiro e atinge diretamente cidadãos comuns.
“Esse não é um problema abstrato do mercado financeiro. Estamos falando de dinheiro que pode afetar aposentadorias, fundos de trabalhadores, crédito e a confiança das famílias brasileiras no sistema bancário”, afirmou o deputado.
Banco Master
O Banco Master entrou em colapso após investigações da Polícia Federal e intervenções do Banco Central, que decretou a liquidação extrajudicial da instituição diante de suspeitas de emissão de ativos sem lastro, manipulação contábil e práticas consideradas de alto risco para o sistema financeiro nacional. As apurações indicam prejuízos bilionários e possíveis falhas nos mecanismos de fiscalização.
De acordo com Domingos Sávio, há preocupação especial com os reflexos sobre fundos de pensão, investidores institucionais e pessoas físicas que mantinham aplicações financeiras vinculadas à instituição. O parlamentar alerta que trabalhadores e aposentados podem acabar arcando com prejuízos gerados por práticas irregulares.
“O cidadão não pode ser penalizado por erros, omissões ou irregularidades que ocorreram dentro do sistema financeiro. O papel do Congresso é garantir que tudo seja devidamente esclarecido”, destacou.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de informações sobre a contratação de um escritório de advocacia pertencente à esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Os dados tornados públicos apontam para contratos de valores elevados, o que levantou questionamentos sobre eventual conflito de interesses e reforçou a defesa de uma investigação aprofundada.
“Não se trata de acusar pessoas, mas de esclarecer fatos. Quando surgem relações contratuais milionárias envolvendo instituições financeiras sob investigação e autoridades do mais alto escalão, o dever do Parlamento é investigar”, afirmou Domingos Sávio.
CPMI
A CPMI deve apurar se houve omissão, favorecimento ou interferência indevida de agentes públicos no funcionamento de órgãos de controle, como o Banco Central, além de analisar a atuação de demais instâncias reguladoras. Ele defende que a comissão utilize todos os instrumentos legais disponíveis.
“A CPMI é um instrumento constitucional para proteger o cidadão. Quem não deve, não teme. O que não pode é o Congresso se omitir enquanto brasileiros podem estar pagando a conta de um escândalo bilionário”, declarou.
Domingos Sávio ressaltou ainda que a comissão deverá requisitar documentos, ouvir responsáveis, convocar autoridades e examinar todas as conexões financeiras, políticas e jurídicas. Para ele, a transparência é essencial para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
“Defender a transparência é defender o trabalhador, o aposentado e o investidor. O Congresso precisa agir para que escândalos como esse não voltem a acontecer”, concluiu.










