Prefeito afirma que não sanciona o projeto da Câmara, reforça independência dos Poderes e garante, pelo sexto ano consecutivo, que não haverá aumento da tarifa do transporte coletivo.
“Eu estou aqui para poder me posicionar mais uma vez, porque eu não fico em cima do muro.” Assim, o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, iniciou seu pronunciamento público ao tratar do projeto de lei que prevê o aumento dos salários dos vereadores do município, para mais de R$ 17 mil em 2029.
“Eu estou sendo bastante questionado, assim como no início do ano, sobre a questão do aumento de salário dos vereadores.” Diante disso, o chefe do Executivo municipal reforçou sua posição de forma direta e sem rodeios.
“Eu quero deixar bem claro aqui que eu sou totalmente contra e eu não vou sancionar essa lei.” Segundo ele, a indignação aumenta quando tentam associar o prefeito à decisão tomada pela Câmara Municipal.
“Assim como no início do ano, algumas pessoas tentam me colocar no meio disso.” Para o prefeito, essa narrativa ignora a separação constitucional entre os Poderes.
“Até falam assim: o prefeito fica calado porque o salário dele aumentou, eles votaram para aumentar o salário dele.” Em seguida, Gleidson Azevedo rebateu de forma enfática. “Isso não tem nada a ver com isso não, população.”
“Mais uma vez eu vou explicar aqui que os Poderes são totalmente independentes.” Com isso, o prefeito destacou que a decisão partiu exclusivamente do Legislativo municipal. “Essa ação da Câmara é da Mesa Diretora.”
Logo depois, ele reforçou a responsabilidade de cada esfera de poder. “Quando eu faço algum tipo de ação administrativa, ela é minha.”
Austeridade com a máquina pública
“Vocês vão cobrar dos vereadores.” Da mesma forma, ele reforçou o papel da população. “De mim, vocês vão cobrar das minhas ações.” Em seguida, Gleidson Azevedo afirmou que possui autoridade moral para tratar do tema. “Eu tenho moral para poder falar, porque eu tenho austeridade com a máquina pública.”
“Todo mundo sabe aqui que eu abri mão de ter um Corolla 24 horas com tanque cheio à minha disposição.” Além disso, o prefeito citou outras medidas adotadas desde o início do mandato. “Eu abri mão de um cartão corporativo.”
Ainda segundo ele, mesmo em compromissos oficiais fora da cidade, a postura segue a mesma. “Todas as vezes que eu viajo, eu poderia pedir reembolso.” Entretanto, ele destacou a escolha pessoal. “Eu uso do meu salário.”
Diante das cobranças populares, o prefeito também respondeu à pergunta mais frequente. “Muitos vão falar assim: então tá, prefeito, por que você não veta esse projeto?” Na sequência, Gleidson Azevedo explicou o cenário político enfrentado.
“Eles já avisaram que, se eu vetar, eles vão derrubar meu veto.” Por isso, segundo ele, a medida não surtiria efeito prático. “A minha caneta, para isso, não vale nada.” Contudo, o prefeito fez questão de diferenciar as competências do Executivo.
“A minha caneta vale quando é uma ação da Prefeitura.” Em seguida, ele citou um exemplo concreto de decisão administrativa sob sua responsabilidade. “Eles aumentaram o salário deles.” Logo após essa afirmação, o prefeito anunciou a decisão que impacta diretamente a população.
“Passaginha” sem aumento pelo sexto ano
“Eu aqui, pelo sexto ano consecutivo, não vou deixar aumentar a passaginha.” A declaração reforçou o compromisso com a política tarifária do transporte coletivo. “Nananina não.” Em tom enfático, Gleidson Azevedo reforçou a decisão. “O ano que vem não tem aumento de passaginha.”










