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Câmeras, prisão no velório e suspeita de feminicídio marcam suposta reviravolta no acidente na MG-050 que vitimou uma mulher de 31 anos

Câmeras, prisão no velório e suspeita de feminicídio marcam suposta reviravolta no acidente na MG-050 que vitimou uma mulher de 31 anos

Investigação da Polícia Civil aponta indícios de feminicídio após mulher morrer em acidente na MG-050, em Itaúna, enquanto companheiro acaba preso durante o velório

A Polícia Civil investiga um possível feminicídio relacionado à morte de uma mulher de 31 anos, moradora de Divinópolis, após um acidente registrado no último domingo (14/12) na rodovia MG-050, no município de Itaúna.

Inicialmente, a ocorrência seguiu como acidente de trânsito. No entanto, o avanço das apurações levou os investigadores a reconsiderarem a dinâmica do caso.

O companheiro da vítima, de 43 anos, também estava no veículo no momento do acidente. Equipes de resgate prestaram socorro ao homem e o encaminharam para atendimento médico. Entretanto, imagens de câmeras de segurança trouxeram novos elementos à investigação. Os registros mostram a mulher desacordada no banco do motorista.

Ao mesmo tempo, o homem aparece conduzindo o veículo a partir do banco do passageiro, circunstância considerada atípica pelos investigadores. Diante disso, a Polícia Civil passou a analisar o caso sob a perspectiva de crime contra a mulher. Assim, os agentes identificaram indícios incompatíveis com a versão inicialmente apresentada.

Além disso, a análise preliminar indicou a necessidade de aprofundamento das diligências, incluindo exames periciais, análise técnica do veículo e coleta de depoimentos. Na manhã desta segunda-feira (15/12), policiais civis se deslocaram até o velório da vítima. Durante a cerimônia, os agentes abordaram o companheiro e deram voz de prisão.

Defesa do suspeito nega feminicídio

A defesa confirmou a prisão ocorrida no velório. O advogado Michel Guilhermino comentou o caso em entrevista ao Portal MPA.

“Meu cliente estava no velório de sua namorada, vítima de um acidente brutal de trânsito, no qual ele também estava no carro”, afirmou ao Portal MPA.

Segundo o defensor, o investigado ocupava o banco do passageiro no momento do acidente. “A vítima fatal foi ela”, declarou. Ainda conforme o advogado, a prisão ocorreu após entendimento da Polícia Civil de que havia indícios de um desfecho diferente do inicialmente registrado.

“Os policiais civis entenderam que existiam elementos que indicavam algo diverso do que havia sido formalizado como acidente”, disse.

O advogado também ressaltou que a Polícia Militar havia classificado a ocorrência, no primeiro momento, como acidente de trânsito. “A acusação de feminicídio, até o presente momento, se baseia em suposições, conjecturas e ilações”, afirmou Guilhermino.

Segundo a defesa, o investigado pretende esclarecer todos os fatos durante o depoimento à autoridade policial. “Ele vai explicar ao delegado titular da comarca de Itaúna que ambos foram vítimas de um acidente”, declarou.

Além disso, o advogado destacou o estado emocional e físico do suspeito. “Meu cliente não se encontra em condições psicológicas e físicas para prestar qualquer declaração”, disse. Segundo a defesa, o homem sofreu ferimentos graves no acidente, fato que já havia sido reportado por equipes de imprensa.

Enquanto isso, a Polícia Civil mantém a investigação em andamento. A apuração inclui análise detalhada das imagens, laudos periciais e oitiva de testemunhas. Por fim, o inquérito segue sob responsabilidade da delegacia de Itaúna. A conclusão dependerá do avanço das diligências e da consolidação das provas técnicas.

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